Uberlândia, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Ideias, cultura e reportagem
Brasil

MPPR acusa advogado de matar ex-companheira e deixar bebê sozinho em apartamento

João Vitor Domingues Romeiro foi denunciado por feminicídio da médica Gassi Paola de Souza Mazia e abandono do filho de oito meses.

MPPR acusa advogado de matar ex-companheira e deixar bebê sozinho em apartamento

O Ministério Público do Paraná (MPPR) denunciou o advogado João Vitor Domingues Romeiro, de 25 anos, pelo feminicídio da ex-companheira, a médica Gassi Paola de Souza Mazia, de 37 anos. A acusação também inclui abandono de incapaz, relacionado ao filho do casal, um bebê de oito meses.

A denúncia foi apresentada pela 23ª Promotoria de Justiça de Maringá neste domingo, 27 de setembro. Romeiro está preso desde o dia do crime e permanece na Cadeia Pública de Maringá.

Ataque dentro do apartamento

Conforme a acusação, o crime ocorreu em 5 de setembro de 2026, no apartamento da vítima, no Bairro Zona 02, em Maringá. O intervalo considerado vai de 14h33min a 20h19min, com maior probabilidade de que o assassinato tenha ocorrido por volta das 20 horas.

O MPPR afirma que o denunciado matou a ex-companheira em contexto de violência doméstica e familiar, valendo-se da relação afetiva anterior, da intimidade e da vulnerabilidade da vítima no ambiente residencial. O feminicídio foi qualificado por motivo torpe, emprego de meio cruel e uso de recurso que dificultou a defesa.

Para a Promotoria, a motivação estaria ligada a um sentimento de posse e à não aceitação do fim do relacionamento e da autonomia da médica. A denúncia também sustenta que o ataque ocorreu dentro da residência, com uso de faca, o que teria reduzido as possibilidades de reação, esquiva ou fuga.

A acusação registra 14 feridas pérfuro-cortantes no corpo da vítima, associadas à asfixia mecânica por esganadura. O MPPR afirma ainda que o bebê estava no mesmo recinto durante o crime. O feminicídio também foi apontado como praticado contra uma mulher que era mãe e responsável por uma criança.

Bebê ficou sozinho após a fuga

No capítulo referente ao abandono de incapaz, a Promotoria afirma que, depois do homicídio, Romeiro tomou banho, trocou de roupa, pegou a chave do carro da vítima e deixou o apartamento. Antes de sair, teria trancado a porta, mantendo o filho sozinho no imóvel.

Segundo a denúncia, a criança permaneceu por horas sem assistência, chorando, até ser resgatada por um tio materno. O homem teria arrombado a porta depois de ouvir o choro ininterrupto do sobrinho.

O MPPR afirma que o abandono envolveu pessoa sob autoridade, guarda e cuidado do denunciado, em situação de incapacidade de prover a própria subsistência ou de se proteger dos riscos decorrentes do abandono. A acusação ainda considera agravante o fato de o crime ter sido praticado por ascendente, o pai da criança.

Texto produzido pela Redação Olhar Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.