Uberlândia, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Castrolanda transforma 75 anos de história em exposição imersiva

A Grande Árvore da Memória reúne documentos, imagens e recursos audiovisuais para narrar a trajetória da cooperativa fundada por imigrantes holandeses.

Castrolanda transforma 75 anos de história em exposição imersiva
Foto: Divulgação

A exposição A Grande Árvore da Memória celebra, em 2026, os 75 anos da Castrolanda por meio de uma instalação que transforma a trajetória da cooperativa em um percurso simbólico. A árvore foi escolhida como eixo da narrativa por reunir ideias de raízes, união, crescimento e continuidade.

Apresentada aos veículos de comunicação na manhã de 29 e aberta, na tarde de 30, a cooperados pioneiros em uma cerimônia especial, a exposição começa pela fé, passa pelo cooperativismo e chega à educação. A visitação pública está prevista a partir de 5 de outubro de 2026.

Uma árvore para contar uma trajetória

Na concepção do projeto, as raízes representam a fé que sustentou os imigrantes diante da decisão de deixar familiares e partir para um lugar desconhecido. O percurso é iniciado com um versículo de Colossenses 2:7: “[…] enraizados e edificados Nele, firmados na fé, como foram ensinados, transbordando de gratidão.”

O tronco simboliza o cooperativismo e reúne os sentidos de união, estrutura e desenvolvimento. Embora seja único, ele é formado por diferentes anéis de crescimento, associados às pessoas que construíram a história da Castrolanda.

Nos galhos, a exposição organiza momentos distintos dessa trajetória. A educação aparece como parte do desenvolvimento da comunidade, ligada à formação dos filhos, dos colaboradores e de todos os que participaram da caminhada da cooperativa.

Para o presidente da Castrolanda, Willem Bouwman, o projeto permite valorizar acontecimentos importantes e recuperar a essência presente desde a fundação. A paisagista Dorothi de Geus Bouwman, que atua há 25 anos no paisagismo da cooperativa, participou da concepção e associou a árvore à continuidade da história. “A exposição termina com os galhos também, mostrando que a árvore continua crescendo, a história continua”, afirmou.

A narrativa também se projeta para o futuro. Ela é organizada a partir das conquistas alcançadas, das pessoas que representam cada geração e dos novos ramos que continuam se espalhando pelo Brasil. A Castrolanda está presente no Paraná, em São Paulo e no Tocantins.

Arquitetura, acessibilidade e audioguia

O projeto foi desenvolvido pela arquiteta Carla Greidanus, pela paisagista Dorothi de Geus Bouwman e pela arquiteta Rebecca Greidanus. Carla participou da concepção, do projeto e da curadoria, enquanto Rebecca representou uma nova geração na equipe.

As diferenças de nível da passarela foram resolvidas com rampas, e as janelas existentes foram incorporadas ao desenho do espaço. A arquiteta Carla Greidanus descreveu a proposta como uma adaptação do conceito expositivo às características do prédio, com elementos afetivos do Brasil e da Holanda.

A experiência é acompanhada por audioguia, com conteúdo em português, inglês e holandês. O recurso oferece narração sincronizada, indicações de som, guia descritivo visual das obras e destaques textuais.

Luzes, texturas, imagens e formas também integram a narrativa. Para Rebecca Greidanus, a intenção foi transformar cada informação em uma descoberta, criando uma experiência imersiva em que o visitante percorre diferentes camadas de curiosidade e compreensão.

Pesquisa e visitação

O trabalho de desenvolvimento começou em janeiro de 2026 e incluiu o levantamento de fotografias, documentos e notícias. A pesquisa foi conduzida pela equipe técnica do Centro Cultural Castrolanda, formada por André Kugler Zan, Nayara Carneiro e Matheus Monteiro.

O material reunido combina documentos, imagens, objetos, elementos arquitetônicos e recursos audiovisuais para apresentar diferentes capítulos da história da cooperativa e aproximá-los das novas gerações.

A exposição será aberta ao público, preferencialmente para empresas e escolas. As visitas ocorrerão em grupos de até 10 pessoas por vez, com audioguia disponível nos três idiomas indicados.

A cooperativa

A Castrolanda Cooperativa Agroindustrial foi fundada por imigrantes holandeses em 1951, no município de Castro-PR. Sua primeira atividade econômica foi a pecuária leiteira, que se tornou uma referência para o Brasil.

A partir da década de 1970, os cooperados passaram a desenvolver outras atividades. Atualmente, a cooperativa atua nas cadeias agrícola, de carnes — suínos e ovinos —, leite e batata, com unidades no Paraná, em São Paulo e no Tocantins.

A Castrolanda informa que sua missão é gerar valor aos mais de 1200 cooperados, oferecendo segurança e conveniência para que se concentrem na produção. A cooperativa também afirma acreditar na união para desenvolver as famílias dos cooperados e a sociedade.

Texto produzido pela Redação Olhar Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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