A exposição A Grande Árvore da Memória celebra, em 2026, os 75 anos da Castrolanda por meio de uma instalação que transforma a trajetória da cooperativa em um percurso simbólico. A árvore foi escolhida como eixo da narrativa por reunir ideias de raízes, união, crescimento e continuidade.
Apresentada aos veículos de comunicação na manhã de 29 e aberta, na tarde de 30, a cooperados pioneiros em uma cerimônia especial, a exposição começa pela fé, passa pelo cooperativismo e chega à educação. A visitação pública está prevista a partir de 5 de outubro de 2026.
Uma árvore para contar uma trajetória
Na concepção do projeto, as raízes representam a fé que sustentou os imigrantes diante da decisão de deixar familiares e partir para um lugar desconhecido. O percurso é iniciado com um versículo de Colossenses 2:7: “[…] enraizados e edificados Nele, firmados na fé, como foram ensinados, transbordando de gratidão.”
O tronco simboliza o cooperativismo e reúne os sentidos de união, estrutura e desenvolvimento. Embora seja único, ele é formado por diferentes anéis de crescimento, associados às pessoas que construíram a história da Castrolanda.
Nos galhos, a exposição organiza momentos distintos dessa trajetória. A educação aparece como parte do desenvolvimento da comunidade, ligada à formação dos filhos, dos colaboradores e de todos os que participaram da caminhada da cooperativa.
Para o presidente da Castrolanda, Willem Bouwman, o projeto permite valorizar acontecimentos importantes e recuperar a essência presente desde a fundação. A paisagista Dorothi de Geus Bouwman, que atua há 25 anos no paisagismo da cooperativa, participou da concepção e associou a árvore à continuidade da história. “A exposição termina com os galhos também, mostrando que a árvore continua crescendo, a história continua”, afirmou.
A narrativa também se projeta para o futuro. Ela é organizada a partir das conquistas alcançadas, das pessoas que representam cada geração e dos novos ramos que continuam se espalhando pelo Brasil. A Castrolanda está presente no Paraná, em São Paulo e no Tocantins.
Arquitetura, acessibilidade e audioguia
O projeto foi desenvolvido pela arquiteta Carla Greidanus, pela paisagista Dorothi de Geus Bouwman e pela arquiteta Rebecca Greidanus. Carla participou da concepção, do projeto e da curadoria, enquanto Rebecca representou uma nova geração na equipe.
As diferenças de nível da passarela foram resolvidas com rampas, e as janelas existentes foram incorporadas ao desenho do espaço. A arquiteta Carla Greidanus descreveu a proposta como uma adaptação do conceito expositivo às características do prédio, com elementos afetivos do Brasil e da Holanda.
A experiência é acompanhada por audioguia, com conteúdo em português, inglês e holandês. O recurso oferece narração sincronizada, indicações de som, guia descritivo visual das obras e destaques textuais.
Luzes, texturas, imagens e formas também integram a narrativa. Para Rebecca Greidanus, a intenção foi transformar cada informação em uma descoberta, criando uma experiência imersiva em que o visitante percorre diferentes camadas de curiosidade e compreensão.
Pesquisa e visitação
O trabalho de desenvolvimento começou em janeiro de 2026 e incluiu o levantamento de fotografias, documentos e notícias. A pesquisa foi conduzida pela equipe técnica do Centro Cultural Castrolanda, formada por André Kugler Zan, Nayara Carneiro e Matheus Monteiro.
O material reunido combina documentos, imagens, objetos, elementos arquitetônicos e recursos audiovisuais para apresentar diferentes capítulos da história da cooperativa e aproximá-los das novas gerações.
A exposição será aberta ao público, preferencialmente para empresas e escolas. As visitas ocorrerão em grupos de até 10 pessoas por vez, com audioguia disponível nos três idiomas indicados.
A cooperativa
A Castrolanda Cooperativa Agroindustrial foi fundada por imigrantes holandeses em 1951, no município de Castro-PR. Sua primeira atividade econômica foi a pecuária leiteira, que se tornou uma referência para o Brasil.
A partir da década de 1970, os cooperados passaram a desenvolver outras atividades. Atualmente, a cooperativa atua nas cadeias agrícola, de carnes — suínos e ovinos —, leite e batata, com unidades no Paraná, em São Paulo e no Tocantins.
A Castrolanda informa que sua missão é gerar valor aos mais de 1200 cooperados, oferecendo segurança e conveniência para que se concentrem na produção. A cooperativa também afirma acreditar na união para desenvolver as famílias dos cooperados e a sociedade.


