Uberlândia, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Koh Ker revela uma fase breve e monumental do Império Khmer

Reconhecimento da Unesco protege cidade construída em 23 anos, com pirâmide singular, templos e extensa rede hidráulica.

Koh Ker revela uma fase breve e monumental do Império Khmer

Koh Ker foi inscrita pela Unesco na Lista do Patrimônio Mundial em setembro de 2023, reconhecimento que passou a proteger um conjunto de templos, esculturas, inscrições, reservatórios, canais, represas e estradas associado a uma breve fase da história do Império Khmer.

A antiga capital foi fundada pelo rei Jayavarman IV em 928. Durante 23 anos, o local concentrou a construção de uma estrutura urbana monumental em uma área que, até então, era pouco ocupada. O projeto combinou edifícios religiosos e uma rede de infraestrutura hidráulica destinada a sustentar a agricultura e a vida cotidiana.

Uma pirâmide sem equivalente conhecido

O principal marco arquitetônico de Koh Ker é Prasat Thom, uma pirâmide de sete níveis que chega a 36 metros de altura. A estrutura é descrita como o único exemplo desse estilo específico de pirâmide de degraus em todo o sudeste asiático.

A configuração não encontra paralelo em outras capitais do Império Khmer, incluindo Angkor. Por isso, Prasat Thom ocupa posição singular entre os vestígios arqueológicos do período, ao lado das demais construções que permanecem no sítio.

A mudança promovida por Jayavarman IV

Jayavarman IV, provavelmente um usurpador do trono, transferiu a capital para Koh Ker. A decisão interrompeu, por um período, a história de quinhentos anos do Império Khmer com sede em Angkor. Uma possível explicação é a tentativa de consolidar seu poder distante da estrutura política já estabelecida na antiga capital.

A transferência deu origem a um programa de obras concentrado em uma janela excepcionalmente curta. Templos monumentais foram erguidos ao mesmo tempo que reservatórios, canais, represas e estradas, compondo um sistema que exigiu mão de obra e recursos em escala considerável.

O retorno da capital a Angkor

Depois de 944, o centro político do império voltou definitivamente para Angkor. O retorno encerrou o período em que Koh Ker concentrou o poder central e é associado ao fim do reinado de Jayavarman IV e a uma provável disputa sucessória entre facções da elite khmer.

Com a mudança, Koh Ker foi progressivamente abandonada e acabou encoberta pela vegetação da floresta cambojana ao longo dos séculos. A mata preservou boa parte de sua estrutura original, incluindo os elementos que hoje formam o conjunto reconhecido pela Unesco.

A inscrição internacional veio depois de um longo período de isolamento relativo, durante o qual foi necessário documentar o sítio. O reconhecimento confere proteção ao testemunho concentrado de uma fase breve e intensa do Império Khmer, marcada pela combinação entre arquitetura monumental e engenharia hidráulica.

Texto produzido pela Redação Olhar Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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