Uberlândia, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Zigurate cassita preserva junco e cordas em sua estrutura há três milênios

Construído com tijolos de barro, o monumento de Dur-Kurigalzu alcançava cerca de 50 metros e usava materiais orgânicos como reforço.

Zigurate cassita preserva junco e cordas em sua estrutura há três milênios

O zigurate de Dur-Kurigalzu, antiga cidade cassita perto de Bagdá, alcançava cerca de 50 metros de altura e foi construído predominantemente com tijolos de barro. Três milênios depois, a estrutura ainda conserva, em seu interior, esteiras de junco e cordas torcidas incorporadas pelos construtores.

A informação consta da lista indicativa da UNESCO, que identifica Dur-Kurigalzu como uma capital cassita fundada nas proximidades de Bagdá. A escala do monumento exigia soluções para lidar com o peso acumulado das camadas de tijolos, especialmente sobre a base e as partes inferiores do zigurate.

Reforço entre camadas de tijolo

As esteiras de junco eram colocadas entre as camadas de tijolo de barro. A técnica ajudava a distribuir as tensões dentro da massa da construção e a reduzir o risco de rachaduras ou deslocamentos durante o assentamento e a secagem do material.

As cordas torcidas cumpriam uma função complementar. Dispostas no interior da estrutura junto às esteiras, aumentavam a resistência do conjunto e contribuíam para que o monumento suportasse o próprio peso ao longo das gerações.

A combinação de materiais vegetais indica o uso deliberado de diferentes elementos de reforço na construção de um monumento religioso de grande escala. Como esses vestígios permaneceram presos dentro do zigurate, eles oferecem evidências diretas da técnica empregada, além do que pode ser observado apenas na forma externa da edificação.

Preservação dos materiais orgânicos

A sobrevivência das esteiras e das cordas está relacionada às condições ambientais da região, incluindo a baixa umidade, que retarda a decomposição de materiais orgânicos. A preservação é incomum no registro arqueológico, já que vestígios vegetais desse tipo normalmente não permanecem por um período tão extenso.

O caso de Dur-Kurigalzu permite observar como os construtores cassitas combinaram tijolos de barro e materiais orgânicos para reforçar a estrutura. As esteiras de junco e as cordas torcidas, mantidas dentro do monumento por cerca de três milênios, registram uma dimensão da engenharia mesopotâmica que não aparece somente na arquitetura visível.

Texto produzido pela Redação Olhar Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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