NOVA YORK — A conversa entre Luiz Inácio Lula da Silva e Bernie Sanders abordou possíveis tentativas de interferência estrangeira nas eleições presidenciais brasileiras. Segundo fontes do Itamaraty, o presidente considerou pouco preocupante a possibilidade levantada pelo senador americano.
Realizado na noite desta segunda-feira, 21, o encontro também tratou do cenário internacional, dos riscos associados ao avanço da inteligência artificial e da atuação da Organização das Nações Unidas (ONU) na mediação de conflitos entre países. A reunião foi reservada, sem acesso da imprensa, e durou pouco mais de sessenta minutos.
Convite condicionado a eleições
Durante a conversa, Sanders comunicou a Lula que pretende convidá-lo a discursar no Senado dos Estados Unidos sobre o funcionamento do Sistema Único de Saúde (SUS). A proposta, porém, está vinculada a duas condições: a reeleição do presidente brasileiro e uma vitória do Partido Democrata nas eleições legislativas de meio de mandato nos Estados Unidos.
A legenda de Sanders é apontada como favorita para recuperar a maioria na Câmara dos Deputados americana. No Senado, o resultado permanece indefinido, com uma disputa considerada equilibrada entre os dois partidos.
Agenda presidencial
O encontro com Sanders encerrou os compromissos de Lula na segunda-feira. Antes disso, o presidente havia se reunido com o presidente do Uruguai, Yamandú Orsi, e com o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani.
Nesta terça-feira, 22, Lula discursa na abertura da Assembleia-Geral da ONU, depois de se reunir com o secretário-geral António Guterres. A fala está prevista para durar vinte minutos.
Também não está descartada uma reunião entre Lula e o presidente americano Donald Trump à margem da Assembleia-Geral da ONU. Até o momento, porém, nenhum interlocutor organiza essa aproximação.


