Uberlândia, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Dholavira organizou bairros, oficinas e água para sustentar gerações

Na Índia, a cidade harappana combinou divisão funcional do espaço e reservatórios para permanecer habitada por aproximadamente 1.500 anos.

Dholavira organizou bairros, oficinas e água para sustentar gerações

Dholavira foi ocupada por aproximadamente 1.500 anos, embora tenha sido erguida há cerca de 5 mil anos em uma ilha árida da Índia, sem um grande rio perene atravessando diretamente seu território. A permanência prolongada do assentamento esteve ligada à forma como seus habitantes organizaram o espaço e administraram a água disponível.

A cidade capturava água de dois riachos sazonais para encher grandes reservatórios. A solução respondia à limitação hídrica do território e integrava um conjunto de estruturas que permitia manter a população ao longo de gerações sucessivas.

O desenho urbano não reunia todas as atividades no mesmo setor. Dholavira tinha áreas fortificadas claramente separadas de outras partes do assentamento, além de bairros destinados a funções diferentes. As áreas residenciais, produtivas e fortificadas compunham uma organização espacial própria, mantida ao longo dos séculos de ocupação.

As oficinas eram dedicadas a atividades produtivas e se distinguiam tanto das moradias quanto das áreas fortificadas. Sua presença indica que a cidade abrigava, dentro de sua estrutura, espaços voltados à produção e à vida cotidiana, em vez de concentrar essas funções em uma única área urbana.

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura descreve Dholavira como uma cidade da era harappana localizada em Gujarat. A cidade foi incluída na lista do Patrimônio Mundial da UNESCO e aparece como o 40º tesouro do patrimônio indiano incorporado à relação.

A combinação entre reservatórios, bairros com funções distintas, áreas fortificadas e oficinas ajuda a explicar por que Dholavira se tornou um caso relevante para o estudo de sociedades antigas. A cidade permaneceu funcional e habitada por aproximadamente 1.500 anos, apesar das condições áridas e da ausência de um grande curso d’água contínuo em seu território.

Texto produzido pela Redação Olhar Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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