Uberlândia, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Castores-europeus reconfiguram águas e florestas após retorno à Escócia

Reintroduzidos em Knapdale, os animais construíram barragens, elevaram o nível da água e alteraram áreas da floresta em poucos meses.

Castores-europeus reconfiguram águas e florestas após retorno à Escócia

O retorno do castor-europeu à Escócia alterou rapidamente trechos de rios, margens e áreas úmidas. Em Knapdale, barragens construídas pelos animais fizeram o nível da água subir até cerca de 25 centímetros em menos de três meses após a soltura.

A mudança foi registrada na saída de Loch Linne, onde os castores represaram o curso d’água quase imediatamente. Em novembro de 2009, também havia uma grande cabana construída por um dos grupos familiares. Os sinais indicaram que comportamentos naturais reapareceram pouco tempo depois da reintrodução, mesmo após gerações de animais mantidos e reproduzidos sob cuidados humanos.

Um retorno acompanhado por pesquisadores

Em maio de 2009, três grupos familiares foram soltos em Knapdale Forest, na região de Argyll. A iniciativa consistia em uma reintrodução experimental de cinco anos, autorizada pelo governo e acompanhada cientificamente. O objetivo era avaliar a adaptação dos animais e os efeitos sobre a hidrologia, a vegetação, as florestas, os peixes e outros componentes do ecossistema.

O castor-europeu havia desaparecido localmente depois de cerca de 400 anos de ausência. Registros históricos indicam sua presença na Escócia até aproximadamente o século XVI. A caça intensa, principalmente pela pele, contribuiu para a extinção local.

Com a volta dos animais, pesquisadores observaram, entre 2009 e 2013, mudanças significativas em partes da floresta de Knapdale. O corte de troncos abriu pontos no dossel e permitiu a entrada de mais luz no solo. As barragens, por sua vez, inundaram áreas antes mais secas e alteraram a vegetação terrestre e aquática.

Efeitos que dependem do ambiente

O castor é considerado um engenheiro do ecossistema porque modifica a paisagem para manter a água profunda o suficiente para se deslocar, alcançar alimento e conservar submersas as entradas de suas tocas. Suas barragens podem reter água e sedimentos, criar áreas úmidas e ampliar a variedade de habitats.

Os efeitos não são iguais em todos os lugares. Eles dependem da largura e da profundidade do curso d’água, do relevo, da disponibilidade de alimento e do ponto escolhido para a construção. As áreas alagadas também podem entrar em conflito com agricultura, estradas ou outras estruturas humanas, exigindo manejo.

O projeto de Knapdale foi a primeira reintrodução autorizada de um mamífero no Reino Unido. Depois do período experimental, o governo escocês permitiu a permanência das populações em 2016. Em 2019, o castor-europeu recebeu proteção legal específica na Escócia.

Entre 2023 e 2025, mais de 150 castores foram soltos em áreas escocesas, enquanto outros se dispersaram naturalmente. A espécie passou a ocupar novamente a paisagem e a modificar a água, a vegetação e os ambientes úmidos ao redor.

Texto produzido pela Redação Olhar Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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