Uberlândia, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Andrew Tate é acusado na Romênia de tráfico de menores e abuso sexual

Procuradores também denunciaram Tristan Tate; os irmãos negam as acusações e podem ser julgados sem presença no país.

Andrew Tate é acusado na Romênia de tráfico de menores e abuso sexual
Foto: Vadim Ghirda/Arquivo/AP Photo

Procuradores da Romênia denunciaram formalmente Andrew Tate por tráfico de menores, lavagem de dinheiro, abuso sexual de uma menor e interferência em testemunhas. Tristan Tate, irmão mais novo do influenciador, também foi denunciado por participação nos crimes. Os dois negam as acusações.

A denúncia encerra a investigação criminal conduzida no país pela Diretoria de Investigação do Crime Organizado e do Terrorismo (DIICOT). O caso ainda precisa passar por uma câmara preliminar, na qual um juiz avaliará a legalidade do processo antes de eventual julgamento.

Acusações e investigação

De acordo com a DIICOT, uma das vítimas tinha 15 anos quando teria sido recrutada por Andrew Tate, em 2012. A investigação afirma que ela foi atraída sob a promessa de um relacionamento amoroso e depois submetida, pelos irmãos, a ameaças, vigilância, chantagem emocional e agressões físicas.

As autoridades também dizem que a adolescente foi obrigada a produzir material pornográfico e participar de transmissões de vídeo. Os abusos teriam ocorrido durante nove anos, no Reino Unido e na Romênia. Ainda segundo a DIICOT, os irmãos obtiveram cerca de US$ 1,25 milhão (R$ 6,4 milhões) com a exploração da vítima e tentaram influenciar depoimentos de vítimas e testemunhas por meio de promessas de dinheiro e assistência jurídica.

Andrew Tate tem 39 anos, é ex-lutador de kickboxing e se declara misógino. Ele é associado à chamada machosfera e considerado um ídolo do movimento red pill. Banido do YouTube, TikTok e Instagram por violar regras relacionadas ao discurso de ódio, mantém mais de 10 milhões de seguidores no X.

Os irmãos têm dupla cidadania americana e britânica e estão radicados principalmente na Romênia desde 2017. As autoridades do país passaram a investigá-los em 2022. Ainda não está definido se a DIICOT solicitará a extradição dos acusados dos Estados Unidos.

Pela legislação romena, ambos podem ser julgados sem estar presentes. O advogado Eugen Vidineac afirmou que a defesa avaliará a acusação e contestará “quaisquer falhas probatórias, processuais ou jurídicas pelos meios judiciais apropriados”.

Texto produzido pela Redação Olhar Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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