Faltam menos de 40 dias para o primeiro dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026, marcado para 8 de novembro. Nesse período, a recomendação para quem ainda tem muitos conteúdos pendentes é abandonar a tentativa de revisar todo o edital com a mesma profundidade e adotar uma preparação baseada em diagnóstico, prática e revisão seletiva.
Julia Konofal, autora de conteúdos educacionais da Kultivi, afirma que o estudante deve identificar as principais dificuldades antes de definir a rotina de estudos. O objetivo é fortalecer conhecimentos já adquiridos e concentrar o tempo disponível nos assuntos que mais comprometem o desempenho.
O que priorizar em cada etapa
Na primeira semana, o candidato deve resolver questões de provas anteriores, distribuídas entre as áreas do conhecimento. Mais importante que contar os acertos é investigar a origem dos erros: falta de conhecimento, dificuldade de interpretação, desatenção ou problemas para administrar o tempo. A partir desse levantamento, os conteúdos podem ser divididos entre aqueles já dominados, os que exigem revisão e os que apresentam maior dificuldade.
Nas semanas 2 e 3, a prioridade passa a ser a revisão dos pontos fracos. A orientação é alternar o estudo do conteúdo com a resolução imediata de exercícios relacionados. Resumos próprios, mapas mentais, flashcards e a tentativa de explicar um tema sem consultar o material também podem ser usados como estratégias de aprendizagem ativa.
A quarta semana deve ampliar o volume de questões. Além de reconhecer como o Enem aborda os assuntos, a prática ajuda o estudante a lidar com textos longos, gráficos, tabelas e diferentes níveis de dificuldade. Os erros precisam ser registrados e usados para orientar novas revisões, em vez de servirem apenas para formar uma contagem de acertos.
Redação e simulados
A redação deve entrar na rotina antes da última semana. A sugestão é produzir pelo menos uma por semana, respeitando o tempo disponível no exame e analisando o texto depois. O estudante precisa verificar se desenvolveu uma tese, organizou os argumentos, utilizou repertório e construiu uma proposta de intervenção adequada.
Na sexta semana, os simulados completos ganham espaço. O ideal é reproduzir um período semelhante ao da prova, sem interrupções e com apenas os materiais permitidos. A análise posterior é indispensável para identificar conteúdos que ainda exigem atenção e avaliar concentração, resistência e administração do tempo.
Na última semana, a orientação é reduzir o ritmo e priorizar revisões rápidas, conteúdos-chave e erros recorrentes. Para Julia Konofal, não é o momento de tentar recuperar meses de estudos, mas de chegar descansado e organizado. O sono também integra a preparação.
Para quem ainda não começou
Mesmo quem está praticamente começando agora deve iniciar pelo diagnóstico. A recomendação é dividir os 40 dias em tarefas possíveis, com resolução de questões e correção dos erros, sem esperar dominar todo o conteúdo para começar.
A Kultivi oferece gratuitamente cursos de Matemática, Língua Portuguesa, Literatura, História, Geografia, Física, Química, Biologia, Filosofia, Sociologia e Inglês. A plataforma também reúne conteúdos de Redação para o Enem e Métodos de Estudo para o Enem: Como Aprender de Verdade.
Segundo a empresa, os estudantes podem retomar conteúdos específicos depois de identificar dificuldades em exercícios e simulados. A Kultivi informa que conta com mais de 5 milhões de alunos ativos em todo o Brasil e oferece materiais de apoio e certificação sem custo.


