Uberlândia, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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“Hope – O Primeiro Impacto” amplia a mitologia e perde força no caminho

Filme de Na Hong-jin combina ficção científica, horror e sobrevivência, mas se dispersa ao tentar sustentar um universo grandioso.

“Hope – O Primeiro Impacto” amplia a mitologia e perde força no caminho

O novo filme de Na Hong-jin começa como uma história de sobrevivência em uma cidade isolada e termina soterrado por reviravoltas, explicações incompletas e caminhos narrativos que nem sempre se conectam. “Hope – O Primeiro Impacto” acompanha o surgimento de monstros em Hope Harbor, na área desmilitarizada da Coreia, e transforma uma investigação local em uma ameaça de dimensões cada vez maiores.

Na Hong-jin construiu sua filmografia em torno do suspense, do terror e da violência. Depois de estrear com “O Caçador”, em 2008, dirigiu “The Yellow Sea”, em 2010, e “O Lamento”, lançado em 2016. Seu retorno ao cinema, após uma década, parte de uma premissa que combina ficção científica, horror e sobrevivência diante de uma força destrutiva.

Uma cidade diante do desconhecido

Hope Harbor é habitada principalmente por idosos. O equilíbrio do lugar se rompe quando o xerife Ko Bum-seok, interpretado por Hwang Jung-min, encontra o corpo mutilado de um touro no meio de uma rodovia. A hipótese inicial aponta para a presença de um tigre montanhês, mas a investigação logo revela que a cidade está diante de algo muito mais perigoso.

Uma criatura despertada nas florestas próximas inicia uma sequência de ataques. Ko conta com a ajuda de Im Sung-ae, vivida por Jung Ho-yeon, e de Ko Sung-ki, personagem de Zo In-sung. Mesmo depois que o primeiro monstro é derrotado, a ameaça não termina: outras criaturas aparecem e ampliam o alcance do conflito.

O diretor demonstra domínio na construção da tensão. Durante aproximadamente a primeira hora, o visual do monstro permanece oculto, enquanto sons, destruição e fragmentos da ação sustentam o suspense. Planos-sequência com referências à estética dos videogames dão movimento às cenas, e a mistura de comédia, ação e horror encontra no elenco um de seus principais apoios.

Quando a expansão enfraquece a história

A primeira metade também se beneficia da decisão de não explicar tudo de maneira imediata. O filme deixa que o público deduza parte de seu universo a partir dos acontecimentos, em vez de interromper a narrativa para oferecer informações detalhadas.

O problema aparece quando a mitologia cresce entre o segundo e o terceiro atos. Ao tentar transformar a trama em um universo complexo, “Hope” acumula reviravoltas que abrem novas perguntas sem desenvolver respostas satisfatórias. A narrativa passa a reunir estilos distintos, enquanto soluções convenientes assumem um papel central na progressão dos acontecimentos.

A ambição de iniciar uma franquia nos moldes de “Godzilla” afasta o filme da delicadeza que ele alcança em alguns momentos. As possíveis leituras ambientalistas e existencialistas, presentes em trabalhos anteriores de Hong-jin, aparecem diluídas em escolhas convencionais. O resultado é uma obra de grande potencial visual e atmosférico, mas sem uma direção temática suficientemente definida.

“Hope – O Primeiro Impacto” chega aos cinemas nacionais em 8 de outubro.

Texto produzido pela Redação Olhar Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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