A língua francesa aparece no cotidiano brasileiro em palavras associadas à culinária, à moda, ao comércio e até à descrição de sensações. Algumas mantêm a grafia original; outras passaram por pequenas adaptações, mas continuam reconhecíveis em conversas, cardápios e vitrines.
Na gastronomia, croissant é o pão folhado em formato de meia-lua. O nome significa crescente e faz referência ao desenho do alimento. Já à la carte identifica o restaurante ou serviço em que o cliente escolhe cada prato individualmente e paga por ele, em oposição ao menu fechado, de preço fixo e etapas previamente definidas.
Também vem do francês a palavra chef, usada para designar quem comanda uma cozinha, coordena a equipe e supervisiona o preparo dos pratos. Sommelier, por sua vez, nomeia o profissional responsável pela adega e pelo serviço de vinhos. O uso do termo se ampliou e passou a incluir especialistas em cerveja, café e azeite.
Da comida à moda
Gourmet, em francês, refere-se à pessoa capaz de distinguir e apreciar boa comida e bons vinhos. Em português, o termo também funciona como uma espécie de selo para preparações feitas com ingredientes especiais ou apresentadas de maneira diferenciada, como hambúrgueres, chocolates e cafés.
No comércio, boutique designa uma loja pequena, geralmente especializada em roupas, acessórios ou artigos de moda. Em português, a palavra costuma ser associada a estabelecimentos especializados. Lingerie é empregada para falar de peças de roupa íntima feminina. Sua origem está em linge, relacionado a peça de tecido, e remonta ao latim lineus, ligado ao linho.
A expressão déjà-vu descreve a sensação de viver uma situação que parece já ter acontecido. Escrita com hífen, significa literalmente já visto e indica uma impressão de familiaridade diante de uma experiência aparentemente inédita.
Por fim, souvenir é a lembrança ou recordação trazida de uma viagem ou guardada como memória de um lugar visitado. A palavra costuma designar objetos comprados para conservar essa lembrança ou presentear alguém.


