Uberlândia, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Ideias, cultura e reportagem
Cultura

Sertanejo pode ganhar espaço no Rock in Rio, diz criador do festival

Roberto Medina avalia convidar artistas do gênero, cuja participação também esbarra na relação entre cachês e exposição nacional.

Sertanejo pode ganhar espaço no Rock in Rio, diz criador do festival
Foto: Beatriz Damy/Globo/Divulgação

A possibilidade de levar o sertanejo ao Rock in Rio foi apresentada por Roberto Medina, criador do festival, como uma alternativa para uma próxima edição. A discussão ganhou força depois do encerramento do Rock in Rio 2026, no último domingo, 13, e recoloca em debate os limites da identidade musical do evento.

Medina afirmou que estuda convidar artistas do gênero. A eventual participação, porém, pode depender também do interesse dos próprios músicos, em razão das condições financeiras envolvidas em apresentações desse tipo.

Um festival de gêneros diversos

Embora o nome do evento remeta ao rock, a programação do Rock in Rio incorpora diferentes estilos desde a primeira edição, em 1985. Elba Ramalho, Alceu Valença e Moraes Moreira estiveram entre os artistas daquele ano.

A entrada do funk também provocou resistência. A estreia de Anitta no Rock in Rio brasileiro ocorreu apenas em 2019; no ano anterior, ela havia cantado na edição de Lisboa. Depois disso, o festival recebeu artistas de trap, k-pop, forró e brega, ritmos que tiveram boa recepção do público da Cidade do Rock.

O tamanho do sertanejo

A presença do gênero poderia seguir a lógica de uma programação que reúne estilos já consolidados no Brasil e no mundo. Nesse cenário, nomes como Ana Castela, Simone Mendes e Henrique & Juliano poderiam ocupar o palco principal em um dia de perfil mais pop.

A negociação, contudo, envolve uma questão sensível: a diferença entre os cachês de atrações nacionais e internacionais. O Rock in Rio não divulga quanto paga a cada artista. Alguns músicos brasileiros já disseram ter desembolsado valores superiores aos cachês recebidos para participar de festivais desse tipo.

A decisão de investir nessas apresentações está relacionada à visibilidade. Os shows são transmitidos para todo país e podem funcionar como vitrines para os artistas. Nessa equação, a exposição obtida e os contratos publicitários que surgem depois ajudam a compensar a diferença entre o gasto e o valor recebido pelo show.

Texto produzido pela Redação Olhar Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.