Uberlândia, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Cultura

Romantasia e autores jovens dominam vendas na Bienal de São Paulo

Editoras relatam alta no faturamento, enquanto livros de romance, fantasia e adaptações para o cinema lideram os estandes.

Romantasia e autores jovens dominam vendas na Bienal de São Paulo
Foto: Taba Benedicto/Estadão

A procura por romances que combinam fantasia, histórias voltadas ao público jovem e livros associados a futuras adaptações audiovisuais impulsionou as vendas nos primeiros dias da 28ª Bienal do Livro de São Paulo. Editoras registraram altas expressivas no faturamento, enquanto títulos de Lynn Painter, Raphael Montes, Colleen Hoover e Ali Hazelwood apareceram entre os mais procurados.

A Intrínseca informou aumento de 88% no faturamento em comparação com a Bienal de 2024 até a tarde de domingo. A americana Lynn Painter foi a autora mais vendida no estande, com sete livros entre os primeiros colocados. Patinando no Amor ocupou o topo da lista. No sábado, a escritora também atraiu uma multidão de jovens para uma mesa na Arena Cultural.

Na Companhia das Letras, A Estranha na Cama, de Raphael Montes, liderou as vendas. O escritor participou de uma mesa na sexta-feira, 4, ao lado de Paolla Oliveira, com mediação de Gabriel Zorzetto. A editora, que celebra 40 anos e montou dois estandes na feira, registrou crescimento de 71% nas vendas nos dois primeiros dias do evento.

Romance e fantasia em alta

A romantasia — tendência literária que reúne romance e fantasia — aparece entre os destaques de diferentes editoras. Na Globo Livros, o título mais vendido foi Adversária do Vilão, de Hannah Nicole Maehrer, quarto volume da série Assistente do Vilão. A editora informou crescimento de 60% e teve grande movimento no estande do selo Alt, voltado principalmente ao público jovem.

Na Rocco, os dois livros mais vendidos foram obras nacionais do gênero: Coração de Cristal Partido, de Ariani Castelo, e Ignis Lacrimosa, de Helena Lopes. As vendas da editora cresceram 114% em relação ao mesmo período da edição anterior, e o domingo, 6, foi o dia de maior faturamento da Rocco na história da Bienal do Livro de São Paulo.

A Buzz registrou alta de 361% nos três primeiros dias do evento. O primeiro lugar do estande ficou com Até que a Morte nos Contrate, de Andresa Rios. Na HarperCollins Brasil, os três títulos de Kristy Boyce — Dungeons & Drama, Dates & Dragons e Dados & Disputas — ocuparam as primeiras posições do ranking geral de vendas. O grupo faturou três vezes mais do que no mesmo período em 2024.

Para Daniela Kfuri, diretora de Marketing e Vendas da HarperCollins Brasil, a combinação de romance, universo nerd e RPG tem encontrado forte identificação entre os leitores mais jovens. A executiva também destacou a presença da ficção cristã entre os principais resultados do selo Thomas Nelson Brasil.

Livros que chegam às telas

Na Record, Verity, de Colleen Hoover, foi o título mais vendido. O thriller psicológico ganhará um filme neste ano, com Dakota Johnson e Anne Hathaway. O estande da editora teve alta de 71% nas vendas na comparação com o mesmo período da última Bienal de São Paulo.

Outro livro associado a uma adaptação foi A Hipótese do Amor, de Ali Hazelwood. O filme será lançado no Prime Video em 23 de setembro. Na Arqueiro, a autora ocupou o Top 3, mas Jogo de Amor para Dois, publicado em março deste ano, liderou as vendas.

Entre os livros de não ficção do selo Sextante, Murdoku, de Manuel Garand, foi o mais vendido. A obra integra a tendência dos livros-jogo, e o estande do grupo teve crescimento de 70% no faturamento.

A Planeta vendeu 50% a mais que na edição anterior. O título mais procurado foi O Diário de Tarefas Gnomosas do Floreante Viajante, em uma edição de bolso acompanhada de chaveiro. Em comparação com a Bienal do Livro do Rio, de 2025, a editora registrou aumento de 30% nas vendas.

Público e movimento nos estandes

A feira começou na sexta-feira, 4, e segue até 13 de setembro, no Distrito Anhembi, na zona norte da capital. A expectativa é receber cerca de 700 mil pessoas ao longo dos dez dias. O espaço cresceu 28% em relação a 2024, mas o sábado e o domingo tiveram corredores cheios e filas de mais de 1 hora para entrar em estandes e passar pelos caixas.

Os ingressos para o fim de semana estavam esgotados, assim como os desta segunda-feira, 7. O feriado nacional deve contribuir para a continuidade do movimento e das vendas.

A WMF Martins Fontes participa desta edição como livraria, depois de ter comparecido à anterior com livros de seu próprio selo editorial. A mudança foi pensada para ampliar a oferta ao público jovem, impulsionado também pelo BookTok. Até então, a livraria havia vendido cerca de 5 mil livros.

A edição paulista reúne 269 expositores, entre editoras, livrarias, patrocinadores e agentes do mercado do livro, além de uma programação com a participação de cerca de 350 autores. A Bienal permanece no Distrito Anhembi até 13 de setembro.

Texto produzido pela Redação Olhar Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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