Uberlândia, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Combate ao feminicídio exige prevenção e integração entre serviços públicos

Propostas eleitorais citam a violência contra a mulher, mas medidas protetivas e respostas institucionais ainda apresentam falhas.

Combate ao feminicídio exige prevenção e integração entre serviços públicos
Foto: Adobe Stock

A prevenção do feminicídio depende de uma atuação coordenada entre segurança pública, Justiça, saúde, assistência social e educação. Embora candidatos afirmem, na propaganda eleitoral gratuita, estar comprometidos com a defesa das mulheres, muitas propostas não detalham como prevenir a violência nem como integrar as instituições responsáveis pelo atendimento às vítimas.

O Brasil registra, em média, quatro mulheres mortas por dia por maridos, namorados ou ex-companheiros que não aceitam o fim da relação. A repetição dos casos contribui para a banalização do problema, que ainda costuma ser tratado como uma sucessão de episódios particulares, e não como uma questão coletiva que exige resposta articulada.

Medidas protetivas e falhas no atendimento

Em 2024, foram concedidas no País 555 mil medidas protetivas para mulheres. Em 2025, houve 132 mil descumprimentos dessas determinações. Mesmo com medidas em vigor, mulheres continuam sendo assassinadas, o que evidencia a fragilidade do acompanhamento oferecido depois da decisão judicial.

A demora da Justiça para concluir processos e responsabilizar agressores também favorece a impunidade — inclusive a percepção de que ela existe. Uma política eficaz precisa combinar proteção às mulheres ameaçadas, identificação de riscos e interrupção dos ciclos de violência antes que eles resultem em mortes.

As propostas reunidas em um pacote de medidas integradas defendem três frentes: prevenção antes da instalação da violência, identificação precoce por agentes de saúde e educação e um sistema de Justiça capaz de responsabilizar o agressor com agilidade.

A formação de uma cultura de violência

Os autores de feminicídio não surgem isoladamente. São influenciados por fatores pessoais e sociais, em um ambiente de misoginia impulsionado também pelas redes sociais. Meninos, desde os 10, 11 anos de idade, entram em contato com memes e brincadeiras que depreciam mulheres. Músicas populares frequentemente as apresentam como objetos sexuais, enquanto plataformas digitais oferecem conteúdos que estimulam ataques virtuais, estupros e assassinatos.

Por isso, a resposta não pode se limitar à prisão de assassinos ou à reação depois dos crimes. Escolas e outros espaços de formação precisam contribuir para que crianças e jovens reconheçam limites, compreendam relações abusivas e desenvolvam respeito pelas mulheres. Sem prevenção, integração institucional e proteção efetiva, o país continuará acumulando notícias e estatísticas de feminicídios.

Texto produzido pela Redação Olhar Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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