Uberlândia, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Placa histórica furtada da Faculdade de Direito da USP é alvo de investigação

Peça tombada pelo Condephaat lembrava protestos estudantis contra a transferência da faculdade para o câmpus do Butantã.

Placa histórica furtada da Faculdade de Direito da USP é alvo de investigação
Foto: Colagem de Thais Barroco em fotos de Daniel Teixeira/Estadão

Uma placa instalada ao lado do busto de Castro Alves, no Largo São Francisco, Centro de São Paulo, foi furtada. A peça integra o acervo de obras de arte e monumentos em espaços públicos da cidade e é tombada pelo Condephaat, segundo a Secretaria Municipal de Cultura, por meio do Departamento do Patrimônio Histórico.

A Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo registrou um boletim de ocorrência. Ana Elisa Bechara, diretora da instituição, conversou com o delegado responsável pela região. A faculdade também informou que fornecerá as imagens das câmeras de segurança na tentativa de identificar os responsáveis.

O local onde a placa estava é um vão na calçada de paralelepípedos, quase em frente ao prédio histórico da faculdade. A diretoria marcou uma reunião com o prefeito Ricardo Nunes, do MDB. Entre os pedidos previstos está a instalação de equipamentos do Smart Sampa, programa público de videomonitoramento.

A peça trazia a inscrição “Quantas pedras forem colocadas, tantas arrancaremos 30-X-1973”. Seu significado remete aos protestos realizados na década de 1970, quando se discutia a transferência da faculdade para o câmpus da USP no Butantã.

A origem da homenagem

A história da placa está ligada ao episódio do roubo da pedra fundamental da futura unidade. Em 7 de novembro de 1973, estudantes de Direito realizaram uma cerimônia que, conforme registro da época, foi chamada de “missa de sétimo dia” da pedra. O ato contou com foguetes, velas, discursos e hinos.

O episódio ocorreu durante debates sobre a escolha de um novo reitor. Naquele período, o espaço ocupado pela faculdade era descrito como cenário de disputas políticas, manifestações estudantis e incidentes associados à atuação dos acadêmicos.

Orlando Marques de Paiva, então reitor da USP, afirmou que o roubo da pedra fundamental e a oposição à mudança decorriam de uma interpretação equivocada do projeto. O prédio, segundo esse entendimento, continuaria destinado à pós-graduação em Direito.

Em nota, o Departamento do Patrimônio Histórico informou que a placa é protegida pela Resolução SC 185/02 do Condephaat. Ana Elisa Bechara também declarou que a faculdade entregou recentemente ao prefeito um estudo para a requalificação do Largo São Francisco e de seu entorno. “Nos causa muita tristeza ocorrências como estas”, disse a diretora.

Texto produzido pela Redação Olhar Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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