A pesquisa da Palver indica uma disputa equilibrada entre Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva em uma eventual segunda rodada da eleição presidencial. O candidato do PL aparece com 46% das intenções de voto, enquanto Lula registra 44%. Considerados os intervalos estimados, os percentuais variam de 45% a 48% para Flávio Bolsonaro e de 42% a 45% para Lula.
O levantamento foi realizado entre 4 e 7 de setembro e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-05420/2026. O período da coleta já inclui a repercussão da troca de mensagens entre o banqueiro Daniel Vorcaro, do Master, e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A relação tornou-se pública e passou a ser interpretada como potencialmente mais prejudicial a Lula pela possibilidade de associação, entre eleitores, do presidente com o ministro.
Como os dados foram obtidos
A Palver, empresa brasileira de inteligência e tecnologia fundada em 2022, ouviu 5 mil pessoas pela internet. Os participantes foram alcançados por anúncios da própria empresa em redes sociais. De acordo com os organizadores, a composição da amostra foi controlada por cotas de sexo, faixa etária e distribuição geográfica.
Depois da coleta, os dados receberam ajustes de pesos baseados em informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do TSE. O procedimento diferencia o levantamento de pesquisas realizadas por métodos habituais.
Lucas Cividanes, coordenador de inteligência e análise da Palver, afirmou que a aproximação entre os dois nomes já vinha aparecendo em outros levantamentos. Para ele, a novidade está no fato de Flávio Bolsonaro surgir numericamente à frente nesse cenário. Cividanes também ressaltou que o resultado representa o período pesquisado e não deve ser tratado como previsão eleitoral.
O coordenador acrescentou que a participação voluntária pode produzir vieses de seleção que não sejam totalmente corrigidos. Por isso, os números devem ser considerados estimativas do momento, junto com seus intervalos de confiança, e não previsões exatas.


