A disputa presidencial aparece empatada no primeiro turno entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio, com 44% das intenções de voto para cada um, segundo dados da Palver. No segundo turno, Flávio registra 47%, enquanto Lula tem 45%. Nesse cenário, a proibição das bets exerce pouca influência declarada sobre a escolha dos eleitores.
A decisão do governo federal de proibir as apostas ocorreu nove dias antes do primeiro turno. Ainda de acordo com o levantamento, 52% afirmam que a medida não interfere no voto para presidente. Outros 34% dizem que ela apenas reforça uma escolha já feita. Somente 1% declara que a decisão pode levar a uma mudança de voto. Há ainda 1% que não soube responder e 11% que informou não conhecer a proposta.
Apoio à proibição
A posição favorável ao fim das bets é majoritária entre os entrevistados: 65% apoiam a proibição, enquanto 18% são contra. Outros 6% não souberam responder e 11% disseram não conhecer a proposta apresentada pelo governo federal.
O percentual de 1% associado à possibilidade de mudar de voto também aparece entre os eleitores de Flávio Bolsonaro e entre os que se declaram eleitores de Renan Santos. No grupo que afirma votar no ex-presidente Jair Bolsonaro, 61% dizem que a proibição não influencia a escolha, enquanto 20% avaliam que a medida reforça uma decisão anterior.
Entre os eleitores dos demais postulantes ao Palácio do Planalto, a possibilidade declarada de alteração do voto chega a 12%. Renan Santos aparece com cerca de 8% das intenções de voto, e os demais candidatos têm não mais que 1% cada.
A pesquisa foi realizada entre os dias 24 e 27 de setembro com 5 mil pessoas, em participação online. Segundo a Palver, os participantes receberam um link único, gerado no momento do clique no anúncio, e foram recrutados por meio das redes sociais. A empresa, brasileira de inteligência e tecnologia fundada em 2022, divulgou o levantamento na manhã dessa terça-feira, 29.


