Uberlândia, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Cultura

Miguel Gomes levará ‘Os Sertões’ ao cinema em coprodução internacional

Filme será gravado em Canudos, na Bahia, com Grace Passô como única atriz profissional e narração da história.

Miguel Gomes levará ‘Os Sertões’ ao cinema em coprodução internacional
Foto: Pedro Kirilos e Martin Claret/Divulgação

O romance Os Sertões, de Euclides da Cunha, será adaptado para o cinema pelo diretor português Miguel Gomes, conhecido por Grand Tour. Intitulado Selvajaria, o filme será produzido em uma coprodução internacional que reúne Portugal, Brasil, França, Itália e Holanda.

A gravação ocorre em Canudos, na Bahia, cenário da Guerra de Canudos e da trajetória de Antônio Conselheiro. A história acompanha os conflitos armados entre o Exército brasileiro e os camponeses que seguiam o líder religioso.

Uma produção ligada ao território

A equipe pretende manter a produção conectada à história do local. Por essa razão, Grace Passô é a única atriz profissional envolvida no projeto. Ela ficará responsável pela narração da história.

Em declaração oficial, Miguel Gomes afirmou que a obra de Euclides da Cunha é importante para a reflexão sobre a identidade brasileira. Para o diretor, porém, o confronto entre sertanejos e soldados republicanos também ultrapassa o contexto específico de Canudos e alcança uma dimensão humana mais ampla.

“Vamos universalizar o mundo de Os Sertões”, declarou Gomes, ao mesmo tempo em que reafirmou o compromisso de permanecer fiel à cidade e à sua população. A proposta, segundo o diretor, é reunir em um mesmo filme a literatura, o retrato de uma comunidade e uma reflexão sobre o comportamento humano.

A adaptação combina a referência literária à história de Canudos e à presença de seus moradores no processo de criação. O projeto também retoma, para o cinema, uma obra dedicada a um dos episódios centrais da formação histórica brasileira.

Texto produzido pela Redação Olhar Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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