Uberlândia, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Espetáculo de Marcia Milhazes leva cartas e memórias ao Auditório do MASP

“Piquenique, variações amorosas” transforma correspondências antigas em investigação sobre vínculos humanos e terá apresentação gratuita nesta quinta-feira, 17.

Espetáculo de Marcia Milhazes leva cartas e memórias ao Auditório do MASP

A relação entre duas irmãs atravessa “Piquenique, variações amorosas”, espetáculo da Marcia Milhazes Companhia de Dança que será apresentado gratuitamente nesta quinta-feira, 17, no Auditório do MASP. Marcia Milhazes assina a coreografia, enquanto Beatriz Milhazes concebeu e pintou à mão o cenário.

A montagem integra a 8ª Semana Paulista de Dança e parte de cartas escritas desde o século XVIII. Para Marcia, a correspondência oferece um campo literário e emocional a partir do qual o corpo pode investigar os vínculos entre as pessoas. “O amor nunca se perdeu, de forma nenhuma”, afirma a coreógrafa.

Corpo, silêncio e correspondência

A criação não se apoia em adereços além do próprio corpo. Marcia explica que coreografa em silêncio e que foi atravessada pelo conteúdo das cartas, transformando palavras e emoções em movimento sem reproduzi-las literalmente em cena.

A artista também relaciona a pesquisa ao mundo virtual e à pandemia. Nesse contexto, diz perceber “laços humanos fragilizados” e o enfraquecimento do espaço dedicado à poética, à sensibilidade e às fantasias que, segundo ela, fazem parte de todas as pessoas.

O cenário de Beatriz ocupa um lugar central na apresentação. A artista é irmã de Marcia e, além de referência em sua trajetória, é descrita pela coreógrafa como sua melhor amiga. A colaboração nasce também do interesse de Marcia pela maneira como Beatriz interpreta as questões investigadas no espetáculo.

Uma apresentação ligada à memória

O Auditório do MASP guarda uma lembrança importante para a coreógrafa: foi no museu que ela realizou a estreia paulista do Ballet Carioca, companhia criada por ela no fim dos anos 1980. Marcia afirma que São Paulo é sua cidade de coração e que sua carreira se construiu entre a capital paulista e o Rio. Ela também associa a cidade a amigos, professores e artistas que admira.

Texto produzido pela Redação Olhar Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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