Uberlândia, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Cultura

Instalação de Luana Vitra leva debate sobre terras raras ao Octógono

Bandeira Branca reúne arte, materiais extraídos do subsolo e a parceria entre a Pinacoteca e a Chanel.

Instalação de Luana Vitra leva debate sobre terras raras ao Octógono

Um arco de grandes dimensões, uma bandeira branca e um monte de terra formam o núcleo de Bandeira Branca, instalação de Luana Vitra apresentada no Octógono da Pinacoteca. A obra coloca em primeiro plano as terras raras, elementos químicos empregados em celulares, turbinas eólicas e data centers de inteligência artificial.

A parte inferior do arco quase encosta na bandeira, fincada sobre a terra e cercada por 17 dormentes ferroviários. A estrutura tem duas extremidades: uma se projeta em direção ao céu; a outra, ao solo. Para Pollyana Quintella, curadora da exposição, cada dormente carrega uma história ainda pouco visível, enquanto os elementos químicos permanecem distantes do olhar cotidiano.

“Uma série de coisas que são muito concretas para nós hoje começam, na verdade, nessa escavação do subsolo”, afirma Pollyana. A instalação desloca para o espaço do museu materiais associados a tecnologias contemporâneas e ao debate da geopolítica global.

Materiais e memória

Luana Vitra é mineira de Contagem e cresceu em um Estado marcado pelo extrativismo e pela exploração do minério. Segundo Pollyana, o trabalho da artista se relaciona às propriedades físicas, simbólicas e históricas dos materiais.

A abertura reuniu convidados na quinta-feira, 3, em uma iniciativa da Chanel com a Pinacoteca. Bandeira Branca marca o segundo ano da parceria entre a maison francesa e a instituição. O projeto é apresentado como inédito e novo, com patrocínio da Chanel.

Texto produzido pela Redação Olhar Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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