Uberlândia, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Jon Batiste improvisa no Palco Mundo e aproxima o festival das raízes negras

Entre piano, samba, soul e interação com a plateia, o músico conduziu uma apresentação sem roteiro previsível no Rock in Rio.

Jon Batiste improvisa no Palco Mundo e aproxima o festival das raízes negras
Foto: Foto Pedro Kirilos/Estadão

Jon Batiste transformou a imprevisibilidade em linguagem de palco durante sua apresentação no Rock in Rio. Em vez de seguir uma sequência rígida, o cantor e multi-instrumentista alternou instrumentos, estilos e formas de interação com a plateia, mantendo a atenção do público ao longo do show.

Nas três primeiras músicas, Batiste passou pela escaleta, pelo baixo e pelo piano. A troca de instrumentos acompanhou uma performance marcada pela comunicação constante com quem estava diante do palco. Em determinado momento, ele pediu que a plateia “congelasse”; o público obedeceu.

A aproximação com a música brasileira apareceu em diferentes momentos. Uma banda de percussão do Rio de Janeiro participou de um arranjo de samba para Worship. Depois, a bailarina carioca Ingrid Silva dançou enquanto Batiste tocava piano, inclusive durante Chega de Saudade.

O músico também chamou uma cantora brasileira para interpretar Mas, Que Nada! enquanto permanecia ao piano. A canção foi apresentada como um aceno ao Brasil. No contexto do show, o trecho “você não vai querer que eu chegue no final” se encaixou na disposição de Batiste para prolongar a experiência e escapar de um formato previsível.

Uma apresentação entre tradição e movimento

Do pop ao blues e ao soul, Batiste circulou pelos gêneros com uma banda completa, percussão e backing vocals no palco. Ainda assim, sua presença permaneceu no centro da apresentação. Durante Freedom, afirmou: “Isso não é um show. É uma prática espiritual”.

A comunicação alcançou também quem não necessariamente havia ido ao festival para vê-lo. Uma mulher registrada pela câmera do telão resumiu a reação com a expressão “Bom demais”.

Batiste soma oito Grammys, incluindo o de Álbum do Ano. Sua trajetória musical dialoga com referências como Sam Cooke e Marvin Gaye. No Palco Mundo, antes de Gilberto Gil e Elton John, ele levou ao público ritmos associados à cultura negra, antes marginalizados, e apresentou essa herança como uma música ainda viva.

Ao final, a apresentação deixou a impressão de que Batiste ampliou seu público e cumpriu a tarefa de conduzir uma multidão por diferentes tradições musicais, sem abandonar o risco da improvisação.

Texto produzido pela Redação Olhar Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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