Freddie Mercury morreu em 24 de novembro de 1991, aos 45 anos, em sua casa, em Londres. A causa foi uma broncopneumonia provocada por complicações da aids. Neste sábado, 5, o vocalista do Queen completaria 80 anos.
A confirmação pública da doença ocorreu apenas no dia anterior à morte. Em um comunicado divulgado em 23 de novembro de 1991, Mercury informou que era soropositivo e tinha aids. Até então, o cantor mantinha o diagnóstico em sigilo, embora seu estado de saúde gerasse especulações.
Trabalho até o fim
Mesmo debilitado, Mercury continuou ligado à produção do Queen. Em maio de 1991, participou da gravação do clipe de These Are the Days of Our Lives, seu último trabalho diante das câmeras. Segundo Peter Freestone, amigo e ex-assistente pessoal do cantor, ele já enfrentava dificuldades para caminhar naquele período.
Anos depois, Brian May descreveu a extensão dos problemas provocados pela doença. No livro Queen in 3-D, publicado em 2017, o guitarrista relatou que Mercury havia perdido grande parte de um dos pés e recordou o momento em que o amigo lhe mostrou a área afetada.
O cantor também registrou vocais nos meses finais de vida. Depois de sua morte, os integrantes do Queen concluíram parte desse material, incorporado ao álbum Made in Heaven, lançado em 1995.
Da infância ao Queen
Mercury nasceu Farrokh Bulsara em 5 de setembro de 1946, em Zanzibar, atual Tanzânia. Em 1964, mudou-se com a família para a Inglaterra. Mais tarde, passou a tocar com Brian May e Roger Taylor, parceria que formaria a base do Queen.


