Freddie Mercury completaria 80 anos neste sábado, 5. Vocalista do Queen e um dos nomes conhecidos do rock, o cantor morreu em 24 de novembro de 1991, aos 45 anos.
As declarações atribuídas a Mercury revelam uma visão marcada pela combinação entre espontaneidade, atuação e consciência do próprio personagem. Para ele, ser natural e sincero era essencial, embora reconhecesse que parte de seu desempenho envolvia fingimento, como no trabalho de um ator.
A relação com o palco aparece em outra de suas frases: ali, dizia sentir-se forte e poderoso; longe dele, afirmava tornar-se mais vulnerável. Em tom provocador, também se definiu como um prostituto musical e declarou que pretendia levar o balé às massas, sem se importar com as críticas.
Mercury tratava a própria imagem com humor. Ao comentar uma luva, afirmou: “Foi um presente do diabo em pessoa.” Também dizia ter imaginado que o Queen duraria apenas uns cinco anos e que, depois disso, poderia trabalhar como faxineira.
Música e legado
Sobre Bohemian Rhapsody, recusava-se a oferecer uma interpretação definitiva. Dizia não saber o que a canção significava e que detestava analisá-la para outras pessoas.
As frases também registram sua ambição. Ao imaginar o futuro, Mercury não queria ser apenas uma estrela do rock: pretendia tornar-se uma lenda. E, diante da possibilidade de refazer tudo, respondia que faria novamente, embora de maneira um pouco diferente.


