A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (10), uma operação para investigar o financiamento de “Dark Horse”, cinebiografia baseada na trajetória política de Jair Bolsonaro (PL). A corporação apura um suposto desvio de emendas parlamentares destinadas à realização do filme. Ao todo, são cumpridos 49 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).
O projeto teria recebido um orçamento de US$ 24 milhões, valor equivalente a cerca de R$ 134 milhões na cotação da época. Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência, teria solicitado a quantia ao banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, para custear a produção. A informação foi divulgada em maio.
O orçamento atribuído a “Dark Horse” supera os custos de produções brasileiras como “O agente secreto” (2025) e “Ainda estou aqui” (2024). A quantia também seria suficiente para produzir 15 dos últimos 20 vencedores do Oscar de Melhor Filme.
Entre os títulos premiados com orçamento inferior estão “Moonlight: sob a luz do luar”, produzido por US$ 1,5 milhão; “Anora”, por US$ 6 milhões; “Parasita”, por US$ 11,4 milhões; “A forma da água”, por US$ 19,5 milhões; e “Birdman ou (a inesperada virtude da ignorância)”, por US$ 18 milhões. “Oppenheimer”, com orçamento de US$ 100 milhões, e “Uma batalha após a outra”, com US$ 135 milhões, aparecem entre os vencedores mais caros que o filme sobre Bolsonaro.
Estreia e elenco
A estreia está prevista para 11 de setembro deste ano, poucas semanas antes do primeiro turno das eleições. O ator norte-americano Jim Caviezel lidera o elenco no papel principal. Michelle Bolsonaro será interpretada por Camille Guaty; Eduardo Bolsonaro, por Edward Finlay; Carlos Bolsonaro, por Sergio Barreto; e Flávio Bolsonaro, por Marcus Ornellas.
A direção é de Cyrus Nowrasteh. Também participam da produção Lynn Collins, Esai Morales e o brasileiro Felipe Folgosi, que interpreta um policial federal.


