Carlos Alberto de Nóbrega afirmou ter dúvidas sobre a renovação do contrato que mantém sua apresentação de A Praça É Nossa, no SBT. Em entrevista ao podcast Inteligência Ltda., o humorista disse que o vínculo termina em janeiro de 2027 e que, até lá, diferentes situações podem ocorrer.
A continuidade do programa dependeria, entre outros fatores, da audiência, que ele classificou como boa. Nóbrega também considerou a possibilidade de a emissora optar por não renovar o acordo quando ele estiver próximo de completar 91 anos. “É um direito que eles têm, [a televisão] é um negócio”, declarou.
O apresentador relacionou a insegurança tanto ao futuro profissional quanto às próprias condições para seguir trabalhando. “Pode ser também que eu não aguente. Então isso me dá uma insegurança.”
Durante a conversa, Nóbrega mencionou ainda o incômodo de precisar de um auxílio para ler suas falas nas gravações. Para ele, essa necessidade contrasta com a disciplina que sempre associou ao trabalho no programa e com a expectativa de chegar às gravações com o texto decorado.
Por que ele evita o programa no ar
Nóbrega contou que não acompanha mais A Praça É Nossa às quintas-feiras, quando a atração é exibida pelo SBT. Ele assiste apenas ao primeiro bloco para verificar a audiência, mas deixou de ver o programa inteiro como fazia anteriormente.
A razão, segundo o humorista, está na cobrança que faz de si mesmo e no desconforto ao observar a própria aparência na televisão. Ele disse que se vê curvado e com rugas, uma imagem que passa a ser pública quando o programa vai ao ar.
Às segundas-feiras, porém, Nóbrega assiste à íntegra da atração em casa, quando recebe o material pronto. A diferença, explicou, está no fato de não acompanhar a exibição no momento em que ela chega à televisão.


