Uberlândia, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Zack Snyder rebate críticas a ‘The Last Photograph’ após estreia em Toronto

Diretor afirma que o filme é marcado por experiências pessoais e rejeita acusações de misoginia, fascismo e homofobia nas redes sociais.

Zack Snyder rebate críticas a ‘The Last Photograph’ após estreia em Toronto

Zack Snyder reagiu à onda de críticas que surgiu nas redes sociais após a estreia de The Last Photograph no Festival Internacional de Cinema de Toronto. O diretor afirmou que encontrou mensagens que o chamavam de fascista e homofóbico, além de ameaças de morte, e disse ter ficado impressionado com a intensidade dos ataques dirigidos ao filme.

A produção é um thriller de menor escala em comparação com os blockbusters associados à carreira de Snyder. A história acompanha um ex-agente da DEA, interpretado por Stuart Martin, que atravessa um país sul-americano não identificado à procura da sobrinha e do sobrinho. As crianças desaparecem depois que os pais são assassinados. Durante a busca, o personagem conta com a ajuda de um fotógrafo de guerra veterano, dependente de heroína e vivido por Fra Fee, que testemunhou o crime.

O projeto começou a ser desenvolvido aproximadamente duas décadas antes da estreia e antecede 300, filme escrito por Kurt Johnstad, colaborador de Snyder. Deborah Snyder, esposa e parceira profissional do diretor, produziu a obra. Christian Bale e Sean Penn chegaram a ser associados ao longa durante o período de desenvolvimento, mas a versão realizada foi concebida de forma mais independente. As filmagens ocorreram principalmente na Colômbia, em 32 dias. Snyder também contraiu Covid durante a produção e continuou trabalhando mesmo com febre.

Um projeto ligado ao luto

A trajetória pessoal do diretor atravessa a história. Após a morte de Autumn Snyder, filha de Zack Snyder, em 2017, o filme ganhou outro significado para ele. Zack e Deborah Snyder haviam deixado a produção de Liga da Justiça durante a pós-produção para viver o luto, enquanto Joss Whedon assumiu o longa e fez mudanças extensas.

Snyder reconheceu que não consegue separar completamente sua experiência do resultado final. “Acho que foi muito influenciado pelo que passei”, afirmou. Para ele, o processo também contém uma dimensão de catarse, ainda que não seja possível definir exatamente o significado dessa relação entre vida e obra.

O diretor disse ter imaginado que um filme pequeno, sem personagens famosos e distante da escala de Batman vs Superman e Liga da Justiça, poderia escapar das disputas que acompanham seus trabalhos. A expectativa não se confirmou. Depois da première, ele descreveu o ambiente no X como uma guerra imediata, com comentários que misturavam acusações políticas, críticas à sua orientação sexual e ataques pessoais.

Violência e acusações de misoginia

Parte das reações se concentrou na violência contra personagens femininas. Algumas pessoas acusaram Snyder de misoginia, mas o diretor rejeitou a interpretação. Ele afirmou que a brutalidade do filme atinge homens, mulheres e crianças sem distinção e que a violência não funciona como instrumento de resolução dos conflitos.

“A justiça que é aplicada no filme é a mesma justiça que um furacão aplica”, disse Snyder. Na visão apresentada por ele, a narrativa não pretende organizar a violência a partir de uma moralidade capaz de justificá-la, mas mostrar sua incapacidade de resolver os problemas apresentados.

Embora tenha experiência com as disputas que cercam seus filmes, Snyder afirmou que os ataques ainda o afetam. Ao mesmo tempo, observou que parte das discussões posteriores passou a questionar a agressividade contra um diretor por causa de uma obra de ficção. Ele também retomou a leitura de 300 como um filme de forte componente homoerótico, associando essa percepção à representação de seus protagonistas musculosos, frequentemente sem camisa.

Texto produzido pela Redação Olhar Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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