Uberlândia, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Warner mantém aposta em filmes autorais durante disputa sobre fusão

Executivos defendem um catálogo que combine blockbusters, produções médias e projetos menos previsíveis em meio à negociação com a Paramount Skydance.

Warner mantém aposta em filmes autorais durante disputa sobre fusão

A Warner Bros. pretende manter em seu catálogo filmes autorais, produções de orçamento médio e projetos menos previsíveis, sem concentrar sua estratégia apenas em franquias e blockbusters. A posição foi apresentada por Michael De Luca e Pamela Abdy durante o Festival Internacional de Cinema de Toronto.

Os executivos afirmaram que uma programação cinematográfica saudável precisa combinar grandes produções comerciais com apostas de diferentes escalas e perfis. Para eles, a imprevisibilidade do público torna arriscada a repetição de fórmulas que já funcionaram.

Bilheteria e busca por aquisições

A defesa dessa estratégia ocorre depois de um verão histórico nas bilheterias norte-americanas em 2026, impulsionado por “Homem-Aranha: Um Novo Dia”, “A Odisseia” e “Toy Story 5”. Ao mesmo tempo, outras superproduções enfrentaram dificuldades para atrair o público.

Durante o festival, a Warner também procura novas aquisições e trabalha para fortalecer sua estratégia de lançamentos nos cinemas. A companhia está no centro de uma disputa relacionada à proposta de aquisição da Warner Bros. Discovery pela Paramount Skydance, negócio avaliado em US$ 111 bilhões.

O ator Mark Ruffalo criticou publicamente a negociação e voltou a compartilhar, no Instagram, um vídeo de Safra Catz, vice-presidente executiva da Oracle. No registro, ela descreve esforços da empresa para disponibilizar tecnologias às forças militares israelenses após os ataques de 7 de outubro de 2023.

Na ocasião, o Hamas e outros grupos militantes palestinos mataram 1.195 israelenses e estrangeiros e sequestraram 251 pessoas. Catz, que é israelense, declarou: “Temos algumas tecnologias realmente assustadoras na Oracle e queríamos garantir que elas estivessem disponíveis para esse esforço”.

Ruffalo, que se manifesta contra a fusão e contra a guerra de Israel em Gaza, acusou a Oracle de cumplicidade no que chamou de genocídio contra os palestinos e questionou a pressão de Donald Trump pela aprovação do acordo. O conflito, conforme o texto, já matou 73 mil palestinos.

A fusão enfrenta uma ação movida por 12 procuradores-gerais estaduais, incluindo o da Califórnia. Ruffalo afirmou que a operação poderia provocar a perda de 4.500 empregos diretos na produção cinematográfica e de outros 10 mil empregos indiretos. Também alegou que o negócio reduziria a concorrência, elevaria o custo da TV a cabo e concentraria o controle criativo.

A eventual conclusão da operação colocaria David Ellison, proprietário da Paramount Skydance e filho de Larry Ellison, no comando da Warner Bros. e da CNN. Larry Ellison é CEO da Oracle e doador de campanha de Trump. A reformulação promovida por David Ellison na CBS News também gerou preocupação entre críticos, que a consideraram alinhada à agenda MAGA.

Texto produzido pela Redação Olhar Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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