Zack Snyder afirmou que ainda não assistiu a ‘Superman’ nem a ‘Supergirl’, produções associadas à atual condução da DC Studios por James Gunn e Peter Safran. O diretor disse que a relação com o universo de super-heróis continua sendo pessoal demais para que veja os filmes neste momento. Sobre Gunn, declarou que gosta dele e admira sua visão.
A declaração se soma aos relatos de Snyder sobre a saída da direção de ‘Liga da Justiça’ depois da morte de sua filha, Autumn. O cineasta afirmou que as circunstâncias foram particulares e que os acontecimentos envolvendo sua família tinham sido muito intensos.
O rompimento com a Warner Bros.
Snyder contou que a Warner Bros. resistia à visão que ele tinha para o universo DC e buscava ampliar o próprio controle sobre os projetos. Na avaliação do diretor, algumas pessoas que estavam no comando podem ter interpretado a morte de Autumn como uma oportunidade para reassumir o controle do filme.
Ele também relatou que Debbie assistiu à versão de ‘Liga da Justiça’ realizada por Joss Whedon e recomendou que Snyder não visse o resultado. O diretor disse ter descoberto que sessenta páginas do roteiro haviam sido reescritas. Por isso, afirmou que nunca assistiu ao filme e não poderia avaliá-lo.
Snyder acrescentou que encontrou um ex-executivo da Warner Bros. que reconheceu, posteriormente, que o diretor estava certo em suas posições. O executivo teria dito que a empresa lutava contra Snyder, embora ele tivesse razão.
A inteligência artificial como ferramenta
Diretor de ‘300’, ‘Watchmen’, ‘O Homem de Aço’, ‘Liga da Justiça’ e ‘Rebel Moon’, Snyder também comentou o avanço da inteligência artificial nas produções de Hollywood. Ele reconhece que essas ferramentas serão incorporadas aos processos cinematográficos, sobretudo em áreas técnicas, mas rejeita a possibilidade de substituição do componente humano ligado à criação artística.
A posição não representa uma recusa geral à tecnologia. Os filmes de Snyder recorreram a efeitos digitais, câmeras de alta velocidade, cenários virtuais e manipulação de imagens na pós-produção. Para ele, a inteligência artificial deve continuar sendo um recurso controlado pelos artistas, e não assumir o lugar deles.
Estúdios, empresas de efeitos visuais e produtoras têm testado sistemas capazes de acelerar etapas, reduzir custos e criar imagens que antes exigiam equipes numerosas. Atores, roteiristas e profissionais dos efeitos visuais discutem, paralelamente, limites para impedir a substituição de trabalhos criativos por algoritmos.
A transformação também recoloca a comparação com a chegada dos efeitos digitais nos anos 1990. Para Snyder, a questão central deixou de ser a adoção da inteligência artificial no cinema e passou a ser o limite que Hollywood aceitará para seu uso.


