Uberlândia, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Cinema

“Pequenas Tragédias” transforma memórias dolorosas em cinema tragicômico

Filme de Daniel Nolasco revisita passagens pessoais em Catalão, mas perde força ao abordar a despedida de um amigo.

“Pequenas Tragédias” transforma memórias dolorosas em cinema tragicômico

“Pequenas Tragédias”, de Daniel Nolasco, parte de memórias pessoais para transformar mágoas, perdas e sentimentos reprimidos em uma experiência cinematográfica que alterna humor e emoção. Exibido no Festival de Brasília e apresentado na noite da última quinta-feira (24), no Cine Belas Artes, durante a programação do CineBH, o filme integrou a mostra Vertentes, dedicada ao cinema contemporâneo.

A obra se volta para o período em que o diretor viveu em Catalão, em Goiás. Em vez de preservar essas lembranças como um arquivo íntimo, Nolasco as reorganiza por meio de soluções criativas que procuram responder a questões ainda abertas. O resultado é uma espécie de exposição de passagens marcantes, na qual o ressentimento se converte em matéria para a criação.

Dividido em atos, o roteiro, assinado pelo próprio diretor, acompanha diferentes momentos dessa trajetória. O primeiro emprego, as amizades, a aproximação de ameaças e da violência, a responsabilidade de um cúmplice por omissão e a despedida de uma pessoa importante compõem um percurso de revelações. A estrutura sugere uma conversa direta com o público, como se o cineasta colocasse em circulação aquilo que permaneceu engasgado.

A cidade também assume uma função central. Mais do que cenário, ela participa da construção do relato, enquanto acontecimentos narrados são encenados em um movimento que combina o documental, o ficcional e o teatral. O deboche aparece como instrumento para confrontar as dores e também para expor os prazeres ligados às experiências relembradas.

Esse procedimento funciona com maior intensidade na primeira parte. O filme encontra uma forma própria para o tragicômico e sustenta a atenção ao explorar, com franqueza, as possibilidades da linguagem cinematográfica.

Nos atos finais, porém, a narrativa perde força. A melancolia passa a dominar o percurso, e a partida de um amigo se torna um desafio que o filme não consegue traduzir com a mesma precisão. As soluções criativas apresentadas anteriormente cedem lugar a uma tentativa poética mais dispersa de atribuir novo sentido à despedida.

“Pequenas Tragédias” deve chegar em breve aos cinemas.

Texto produzido pela Redação Olhar Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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