Uberlândia, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Cinema

Curtas brasileiros ampliam os horizontes do Festival do Rio

A programação reúne histórias de culpa, desejo, memória, ancestralidade, trabalho e transformação em diferentes formatos narrativos.

Curtas brasileiros ampliam os horizontes do Festival do Rio

O Festival do Rio 2026 apresenta uma seleção de curtas-metragens brasileiros que percorrem diferentes experiências e universos narrativos. As histórias passam por São Paulo, pelo subúrbio carioca, por Belo Horizonte e por paisagens marcadas pela memória, pela ancestralidade e pelas mudanças sociais.

Entre os filmes, um adolescente atravessa São Paulo à noite para tentar salvar um gato ferido depois de uma brincadeira com laser. Em outra trama, uma equipe registra o primeiro dia de trabalho de uma pessoa jovem e não binária em uma casa de festas voltada a celebrações sobre o sexo de bebês.

A programação também acompanha Amon, uma pessoa surda que administra um hotel com a mãe, cuida de seus pássaros e se aproxima de Roberto, entregador de água. Daniella, sua melhor amiga, também se apaixona por ele. Em outra narrativa ambientada nos anos 90, uma menina é medicada até se adequar ao comportamento exigido pela igreja, enquanto a mãe tenta recuperar a filha que conhecia.

Três amigas enfrentam a ausência de uma quarta integrante depois de uma noite em um bar no extremo sul de São Paulo. A espera, atravessada por mensagens sem resposta, se equilibra entre o trágico e o cômico. Já Dona Carlota lidera um time de futebol feminino do subúrbio carioca em direção a uma excursão internacional, enquanto sua casa funciona como sede do clube e espaço de liberdade nos anos 1940.

Memória, território e identidade

Outras histórias se concentram em vínculos familiares. Alessandra herda parte de um sítio e encontra Cora, filha legítima de seu pai. Em Morfeu e Caronte, um trisal de idosos gays convive com a proximidade da morte e com o diagnóstico de demência de Zito.

Em Belo Horizonte, Nilson, guia do Aquário, é afetado pelas inundações provocadas pelas chuvas nas bacias do Rio Arrudas. Duwid Tuminzik – Makunaima é Duwid? revisita narrativas Wapixana e questiona as relações entre Macunaíma, personagem de Mário de Andrade, e suas raízes indígenas.

A seleção ainda acompanha Dalva, que passa a ouvir ruídos em casa após a mudança da filha; um filho desgarrado salvo por uma força ancestral; Isadora, que busca conquistar seu lugar enquanto o Brasil se prepara para receber o mundo; e Iracema, mulher indígena que trabalha em um centro de reciclagem e sonha com uma floresta misteriosa.

Também estão na programação um taxista chamado Manoel, um imigrante que trabalha na limpeza de um hospital nos Estados Unidos, um casal de garças ameaçado por obras na Lagoa de Messejana, a jovem jóquei Filipa e Mira, que sonha ser caminhoneira e enfrenta as mudanças em seu corpo e o olhar alheio.

Texto produzido pela Redação Olhar Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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