Uberlândia, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Agente de J.K. Rowling nega financiamento de ações contra pessoas trans

Neil Blair afirma que o fundo criado pela escritora apoia ações jurídicas para preservar direitos de mulheres previstos no Reino Unido.

Agente de J.K. Rowling nega financiamento de ações contra pessoas trans

J.K. Rowling negou, por meio de seu agente, que financie ações destinadas a prejudicar pessoas trans ou restringir seus direitos. A manifestação de Neil Blair ocorreu depois de Lilly Wachowski, codiretora da trilogia original de Matrix, acusar a escritora de financiar iniciativas contra essa população.

Wachowski fez a acusação em uma entrevista e afirmou que parte do dinheiro obtido por Rowling com produtos associados a Harry Potter seria utilizada em ações contra pessoas trans. Para a cineasta, continuar consumindo itens da franquia também significaria contribuir para essas iniciativas. Ela defendeu que consumidores contrários às posições da autora considerem deixar de comprar produtos relacionados à série, incluindo a nova produção de Harry Potter preparada pela HBO.

“Ela está financiando genocídio trans. J.K. Rowling financia genocídio trans, ponto final”, declarou Wachowski. Em outro trecho da entrevista, a cineasta chamou Rowling e Elon Musk de “nazistas” e “literalmente nazistas”.

A resposta do agente

Blair afirmou que as opiniões de Rowling podem ser contestadas, mas devem ser apresentadas com precisão. Ele também rejeitou a caracterização feita por Wachowski sobre o J.K. Rowling Women’s Fund, iniciativa criada pela escritora em 2025.

“Ela não apoia ações legais destinadas a prejudicar pessoas transgênero ou esforços para limitar os direitos trans”, disse o agente. Segundo Blair, o fundo oferece apoio a mulheres que ingressam com ações no Reino Unido para preservar direitos previstos no Equality Act 2010, que, de acordo com sua declaração, são frequentemente ignorados ou ameaçados.

O representante também criticou a comparação entre Rowling e o nazismo. Na avaliação dele, acusações dessa natureza não deveriam ser apresentadas como fatos quando, segundo sua declaração, não têm base em evidências.

O fundo e as controvérsias

A descrição do J.K. Rowling Women’s Fund informa que a iniciativa oferece financiamento jurídico a pessoas e organizações que buscam preservar o que define como direitos de mulheres e meninas baseados no sexo. Entre os temas citados estão ambiente de trabalho, esportes, clubes e espaços exclusivos para mulheres.

A descrição não menciona explicitamente pessoas trans, mas afirma haver apoio a indivíduos que sofreram consequências por defender que o sexo biológico é imutável. O fundo também diz apoiar contestações a políticas que, em sua avaliação, comprometeriam espaços protegidos destinados exclusivamente a mulheres e meninas.

As posições públicas de Rowling sobre gênero provocam controvérsias há anos, e a autora é frequentemente apontada como transfóbica. Ela já afirmou que “aceitaria cumprir dois anos” de prisão em vez de apoiar determinadas políticas relacionadas a pessoas trans e a crimes de ódio.

Daniel Radcliffe, Emma Watson e Rupert Grint, estrelas dos filmes de Harry Potter, manifestaram publicamente apoio às pessoas trans. A discussão voltou a ganhar repercussão enquanto a HBO prepara uma série baseada na franquia, projeto no qual Rowling atua como produtora executiva.

Texto produzido pela Redação Olhar Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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