Lilly Wachowski, codiretora da trilogia original de Matrix e mulher trans, criticou pessoas que continuam consumindo produtos relacionados a Harry Potter. Para a cineasta, o apoio financeiro à franquia também contribui, de forma indireta, para iniciativas que considera contrárias aos direitos de pessoas trans.
Wachowski afirmou que parte do dinheiro gerado por produtos e novas produções da saga chega a J.K. Rowling. Na avaliação da diretora, esses recursos são posteriormente usados para financiar legislações e organizações contrárias a pessoas trans em diferentes partes do mundo.
A cineasta resumiu sua posição em uma frase: “Se você apoia Harry Potter, está apoiando o genocídio trans.” Ela comparou o caso a boicotes de consumidores contra empresas associadas a posições políticas ou ambientais das quais discordam. Como exemplos, mencionou a possibilidade de não comprar produtos da Tesla por oposição a Elon Musk e de reduzir o consumo de gasolina diante das mudanças climáticas.
A nova adaptação
As declarações foram feitas durante uma conversa sobre J.K. Rowling, Elon Musk e os impactos que, segundo Wachowski, ambos causaram à comunidade trans. O debate também abordou a nova série de Harry Potter, que voltará a adaptar os sete livros da saga.
A produção da HBO terá Dominic McLaughlin como Harry Potter, Arabella Stanton como Hermione Granger e Alastair Stout como Rony Weasley. Rowling permanece envolvida diretamente no projeto e participa da série como produtora executiva.
A autora se tornou uma presença recorrente nos debates sobre pessoas trans por causa de declarações públicas e do apoio a organizações e iniciativas relacionadas a questões de gênero. Para Wachowski, esse vínculo torna impossível separar completamente a franquia de sua criadora quando há apoio financeiro ao consumo de seus produtos.
A nova série tem estreia marcada para dezembro de 2026 na HBO e HBO Max.


