Uberlândia, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Ciência

Raul di Pace reúne cinco décadas de arquitetura em livro sobre o essencial

Em Seeking the Essential, arquiteto organiza projetos no Brasil e no exterior e retoma ideias sobre espaço, escala e transformação.

Raul di Pace reúne cinco décadas de arquitetura em livro sobre o essencial
Foto: Colagem De Thais Barroco Com Fotos De Rômulo Fialdini, João Ribeiro E Raul Di Pace/Divulgação

O arquiteto Raul di Pace lança, no dia 17 de setembro, o livro Seeking the Essential, uma coletânea de residências, edifícios e projetos comerciais realizados no Brasil e no exterior. A publicação será apresentada no showroom da Ornare e reúne parte de uma trajetória que completa 50 anos de carreira em 2026.

A organização do volume responde à própria natureza da arquitetura de Raul. Seus projetos estão espalhados por cidades, países e diferentes tipos de construção. “O espaço é o senhor da arquitetura”, afirma o arquiteto, que parte de elementos como iluminação, circulação e volume para desenvolver seus trabalhos.

Um acervo construído ao longo das viagens

O interesse de Raul pela arquitetura começou aos 19 anos, quando passou a viajar e fotografar casas, edifícios, cidades e detalhes construtivos. Esse percurso resultou em um acervo de 70 mil imagens. Entre as referências que conheceu ao longo das viagens está Frank Lloyd Wright, arquiteto que considera seu favorito pela capacidade de modificar sua maneira de projetar ao longo das décadas.

A abertura à transformação também aparece na forma como Raul compreende a própria obra. Para ele, não se trata de manter uma linguagem fechada ou engessada, mas de permitir que o trabalho se altere com o tempo.

A arquitetura atravessa quatro gerações da família Di Pace. O avô de Raul exerceu a profissão na Itália; seu pai, Ugo di Pace (1927-2026), também foi arquiteto; e o filho, Lorenzo, seguiu o mesmo caminho. Raul e Ugo colaboraram em projetos nos quais o primeiro se dedicava à arquitetura, enquanto o pai respondia pelos interiores e pela decoração.

A escala dos bairros

A partir do escritório no Jardim Guedala, Raul acompanha o debate sobre a verticalização de bairros residenciais de São Paulo. Sua preocupação é que novos edifícios sejam compatíveis com as regiões onde serão construídos. “Não se pode colocar diversos prédios em uma rua estreita”, diz.

O arquiteto defende a preservação da escala humana e cita ruas do Cidade Jardim como exemplo de locais cuja largura pode limitar a circulação, mesmo quando os edifícios têm quatro andares.

Texto produzido pela Redação Olhar Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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