CURITIBA — Em uma situação de urgência ou emergência, saber qual serviço acionar pode ajudar a direcionar o atendimento. Na rede pública de Curitiba, Samu, Siate e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) têm funções distintas, embora uma ligação feita para o número errado seja encaminhada pela central à equipe responsável.
As UPAs recebem pacientes em casos de urgência e emergência de média complexidade. As unidades funcionam 24 horas, sete dias por semana. O atendimento começa com uma triagem clínica feita pela equipe de enfermagem, e a consulta médica ocorre conforme a prioridade definida para cada caso.
O Samu deve ser chamado pelo telefone 192 em situações clínicas, como infartos, acidentes vasculares cerebrais, dificuldades para respirar e dores abdominais. O serviço faz a avaliação inicial e define se é necessário enviar uma ambulância ou orientar a busca pela unidade de pronto atendimento mais próxima.
Vinculado ao Corpo de Bombeiros, o Siate atende traumas e resgates pelo número 193. “É fundamental que as pessoas conheçam como esses serviços funcionam”, afirma Ester do Nascimento Ribas, enfermeira e diretora do Departamento de Urgência e Emergência de Curitiba.
O que ocorre após a ligação
No caso do Samu, a chamada para o 192 chega à Central de Regulação. Um profissional coleta informações sobre o endereço e sobre a pessoa que precisa de atendimento. Em seguida, um médico regulador faz novas perguntas e realiza uma triagem por telemedicina para avaliar a gravidade e definir o tipo de ambulância necessário.
Enquanto aguarda a equipe, a orientação é seguir as instruções médicas e permanecer com o paciente. No contato com o serviço, é importante informar o endereço da ocorrência e apresentar um documento da pessoa atendida. Se houver acompanhamento hospitalar ou um problema de saúde relacionado aos sintomas, documentos de alta e registros do serviço onde o paciente é acompanhado também devem ser mantidos à mão.
Depois da avaliação, a equipe define o destino. Em situações graves, o paciente é levado diretamente ao hospital. Nos casos de média ou baixa complexidade, a ambulância pode conduzi-lo a uma UPA, com possibilidade de transferência posterior para um hospital, se necessário.


