Uberlândia, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Curitiba organiza rede de saúde para períodos de alta em dengue e síndromes respiratórias

Plano prevê análise preditiva, leitos extras, reforço de equipes e atendimento domiciliar para responder à demanda sazonal.

Curitiba organiza rede de saúde para períodos de alta em dengue e síndromes respiratórias

A Secretaria Municipal da Saúde estruturou planos de contingência para antecipar períodos de maior pressão sobre o Sistema Único de Saúde, especialmente durante as sazonalidades de dengue e síndromes respiratórias. A estratégia combina análise preditiva e medidas previamente definidas para ampliar a capacidade de atendimento conforme a demanda prevista.

A ferramenta é usada para estimar o cenário da dengue no ano seguinte e orientar a organização da rede. A partir dessas projeções, podem ser ampliados leitos, reforçadas equipes, ativados hospitais de retaguarda e reorganizados procedimentos eletivos. O fluxo de urgência e emergência, segundo a secretária municipal da Saúde, Tatiane Filipak, é preservado.

“Todo ano vai ter uma sazonalidade”, afirmou Filipak durante Audiência Pública realizada na Câmara Municipal de Curitiba nesta terça-feira (29). A sessão foi coordenada pela Comissão de Saúde e Bem-Estar Social e presidida por Pier Petruzziello (PP), com a participação de Meri Martins (Republicanos), Angelo Vanhoni (PT), Carlise Kwiatkowski (PL) e Luciano Carvalho (PP).

Medidas para os períodos de maior demanda

Entre as ações previstas estão a expansão temporária de leitos, o aumento das horas trabalhadas por médicos e profissionais de enfermagem e a ativação de hospitais de retaguarda. Quando necessário, cirurgias eletivas podem ser reagendadas para liberar capacidade da rede.

A última sazonalidade respiratória foi apresentada como exemplo do funcionamento do plano. Naquele período, foram ampliados quatro novos leitos de UTI. No ano anterior, a necessidade havia sido de quase 20 leitos. A secretária disse que os recursos foram acionados conforme o comportamento da demanda.

O atendimento domiciliar também integra a estratégia. O programa de atenção domiciliar retira dos hospitais mais de 600 pessoas por mês, que continuam o tratamento em casa com acompanhamento de médicos, enfermeiros, nutricionistas e fisioterapeutas.

A desospitalização permite aumentar a rotatividade dos leitos sem interromper o cuidado. A avaliação apresentada à Câmara Municipal de Curitiba considera que a combinação entre a expansão programada da capacidade, o reforço das equipes e a continuidade do tratamento em casa permitiu absorver o aumento sazonal da procura sem sobrecarga do sistema.

A Audiência Pública integra os mecanismos de fiscalização do SUS pelo Poder Legislativo. A lei complementar 141/2012 atribui às câmaras municipais, com apoio dos órgãos de controle e dos conselhos de saúde, o acompanhamento da aplicação dos recursos e da execução das políticas públicas de saúde.

Texto produzido pela Redação Olhar Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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