BALNEÁRIO CAMBORIÚ — A cerca de 15 dias das eleições, o candidato à Presidência da República Renan Santos, do Missão, convocou seus apoiadores em Santa Catarina para uma mobilização de duas semanas. O objetivo, segundo ele, é conquistar votos e permanecer na disputa eleitoral.
Durante um comício em Balneário Camboriú, Santos pediu que cada simpatizante buscasse 30 multiplicadores de votos. A orientação é conversar com pessoas que, na avaliação do candidato, foram enganadas por informações falsas e ainda não decidiram seu voto.
Santos aparece com 3% das intenções de voto na pesquisa mais recente do Datafolha, divulgada na quinta-feira (17). Em sua fala, criticou os candidatos que lideram as pesquisas e afirmou que ambos seriam bandidos, independentemente do volume de recursos que teriam sido desviados.
Disputa pelo eleitorado da direita
A campanha em Santa Catarina ocorre em um momento em que Flávio Bolsonaro, do PL, tenta atrair votos de adversários à direita, entre eles Renan Santos, Ronaldo Caiado e Romeu Zema. A estratégia do candidato seria ampliar sua vantagem a ponto de vencer a eleição no primeiro turno.
Renan Santos disse acreditar em uma virada que o leve ao segundo turno. Para sustentar essa possibilidade, citou resultados eleitorais atribuídos ao ex-governador Carlos Moisés, que comandou Santa Catarina entre 2019 e 2023, e a Romeu Zema.
O candidato também criticou a relação dos eleitores catarinenses com nomes ligados ao bolsonarismo. Em Balneário Camboriú, questionou a presença de Jair Renan, filho 04 de Jair Bolsonaro, na cidade e perguntou o que a bancada de Santa Catarina no Congresso teria feito pelo estado.
Santos afirmou ainda que, durante os governos de Bolsonaro e Lula, Santa Catarina continuou sem reforma, estrada e infraestrutura. Também criticou o Pacto Federativo e a escolha de Carlos Bolsonaro, candidato do PL ao Senado por Santa Catarina, para disputar uma vaga no estado. Para ele, o político não teria vínculo ou história com a região.
Ao pedir empenho aos apoiadores, o candidato afirmou que uma maior participação dos eleitores no debate político poderia mudar o resultado da eleição.


