BALNEÁRIO CAMBORIÚ — A cerca de 15 dias das eleições, o candidato à Presidência da República Renan Santos, do Missão, pediu a apoiadores em Santa Catarina uma mobilização para tentar alterar o cenário eleitoral. Em comício neste domingo, 20, ele afirmou que cada simpatizante deveria conquistar 30 novos votos e convencer pessoas que, segundo ele, estariam sendo levadas ao erro por mentiras.
Santos aparece com 3% das intenções de voto na pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira (17). Durante o discurso, classificou como bandidos os dois candidatos que lideram as pesquisas e criticou eleitores de esquerda e de direita que apoiam nomes envolvidos, em sua avaliação, com roubos.
Disputa pelo eleitorado da direita
Em campanha no reduto bolsonarista de Santa Catarina, Renan Santos busca crescer entre os eleitores de direita. Nesse mesmo período, Flávio Bolsonaro, do PL, tenta atrair votos de seus concorrentes nesse campo, entre eles Santos, Ronaldo Caiado e Romeu Zema, com a expectativa de vencer a eleição no primeiro turno.
O candidato do Missão disse acreditar em uma virada que o leve ao segundo turno. Ele citou mudanças eleitorais associadas a Carlos Moisés, governador de Santa Catarina entre 2019 e 2023, e a Romeu Zema. Para Santos, uma maior participação dos eleitores no debate político poderia mudar o resultado.
Em Balneário Camboriú, ele também criticou a presença de Jair Renan na cidade e questionou a atuação da bancada catarinense no Congresso, que, segundo ele, tem forte presença do PL. Santos afirmou que Santa Catarina continuou sem reforma, estradas e infraestrutura durante os governos de Bolsonaro e Lula.
Propostas para infraestrutura
Depois do comício, questionado por jornalistas sobre propostas para a infraestrutura catarinense, Santos defendeu uma revisão do Pacto Federativo para ampliar o direcionamento de recursos federais ao Estado. Também afirmou que pretende equiparar investimentos da iniciativa privada aos do setor público.
Segundo o candidato, a primeira rodada de investimentos públicos em infraestrutura seria destinada a Estados com alta atividade produtiva e problemas logísticos graves. Ele citou Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso e Goiás, afirmando que Santa Catarina teria prioridade. Na avaliação apresentada por Santos, a aplicação desses recursos aumentaria rapidamente o Produto Interno Bruto dos Estados e do Brasil.


