Os resultados do Pisa 2025 indicam que o desempenho dos estudantes brasileiros permaneceu estável em relação à edição de 2022, mas o país continuou distante das melhores posições e atrás de outras nações latino-americanas. A avaliação foi divulgada nesta terça-feira (8).
Coordenado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o Pisa é um estudo internacional que mede conhecimentos e habilidades de estudantes de 15 anos, faixa etária próxima ao fim da escolaridade obrigatória na maioria dos países participantes.
Áreas avaliadas
O exame é realizado desde 2020, a cada três anos, e contempla leitura, matemática e ciências em todas as edições. A cada ciclo, uma dessas áreas recebe maior número de questões e se torna o domínio principal. Em 2025, esse lugar foi ocupado por ciências. O domínio inovador foi Aprendizagem no Mundo Digital, voltado à capacidade de resolver problemas com ferramentas computacionais.
No Brasil, as provas foram aplicadas em abril e maio de 2025, com questões de múltipla escolha e dissertativas. Os estudantes foram avaliados em tarefas que envolviam interpretação, avaliação e reflexão sobre textos; uso do raciocínio matemático em situações cotidianas; e discussão fundamentada de temas ligados à ciência, à sustentabilidade e à tecnologia.
Participaram aproximadamente 760 mil estudantes de 91 países e economias. A amostra brasileira reuniu 30.140 estudantes de 1.053 escolas, sendo que 72,4% estavam matriculados na rede estadual. Os resultados permitem comparar desempenhos e conhecer políticas e práticas educacionais adotadas em diferentes partes do mundo.
Desempenho brasileiro
A matemática foi a área com pior resultado para o Brasil: 71ª posição. O país ficou atrás de Uruguai (59º), Chile (60º), México (63º), Costa Rica (65º), Peru (66º) e Colômbia (68º).
Em ciências, o Brasil alcançou o 67º lugar, abaixo de Uruguai (42º), Chile (43º), Costa Rica (57º), Colômbia (63º) e México (64º). Em leitura, obteve sua melhor colocação, no 52º lugar, mas também ficou atrás de Chile (38º), Uruguai (42º) e Costa Rica (48º).
Na comparação com a edição anterior, a pontuação brasileira em ciências subiu de 403 para 409 pontos. Em leitura, caiu de 410 para 408; em matemática, passou de 379 para 377. No domínio inovador, o país ficou na 69ª posição.
As jurisdições chinesas de Pequim, Xangai, Jiangsu e Zhejiang, consideradas em conjunto, e Singapura tiveram os melhores desempenhos nas três áreas. Estônia, Japão, Coreia do Sul, Macau (China), Taipei Chinês e Reino Unido também ficaram entre os dez sistemas educacionais mais bem colocados.


