Uberlândia, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Paraná lidera avaliação nacional do Pisa 2025 nas quatro áreas

Estudantes paranaenses superaram as médias brasileiras e os melhores resultados latino-americanos em Ciências, Leitura, Matemática e problemas computacionais.

Paraná lidera avaliação nacional do Pisa 2025 nas quatro áreas
Foto: Reprodução/Seed-PR

Os estudantes do Paraná alcançaram os maiores resultados entre os estados brasileiros nas quatro áreas avaliadas pelo Pisa 2025. Na escala da avaliação, o desempenho do estado também ficou acima do registrado pelos países latino-americanos participantes nas áreas de Ciências, Leitura, Matemática e resolução de problemas com ferramentas computacionais.

Os resultados foram divulgados pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Desempenho acima da média brasileira

Em Ciências, o Paraná obteve 461,6 pontos, enquanto a média do Brasil foi de 408,5. Em Leitura, foram 458,0 pontos, contra 408,0 do país. A pontuação paranaense em Matemática chegou a 423,1, diante de 376,8 da média brasileira. Na resolução de problemas com ferramentas computacionais, o estado marcou 467,4 pontos, ante 405,5 do Brasil.

A liderança estadual se repetiu nas quatro áreas. São Paulo ficou em segundo lugar em Ciências, com 442,6 pontos; em Leitura, com 433,7; e em Matemática, com 403,8. No ranking de resolução de problemas com ferramentas computacionais, o estado paulista obteve 446,0 pontos. Santa Catarina apareceu em terceiro lugar em Ciências, com 430,6 pontos, e em Leitura, com 431,7. Em Matemática, Minas Gerais ocupou a terceira posição, com 395,7, enquanto o Distrito Federal ficou em terceiro na resolução de problemas computacionais, com 436,0.

Comparação com a América Latina

Na comparação internacional, os resultados do Paraná foram calculados na mesma escala utilizada pelo Pisa. O estado, contudo, participa da amostra brasileira e não é considerado uma unidade independente da avaliação, como os países e as economias participantes.

Em Ciências, os 461,6 pontos paranaenses ficaram 16,6 pontos acima do resultado do Uruguai, que alcançou 445,0 e teve o melhor desempenho latino-americano na área. Em Matemática, o Paraná marcou 423,1 pontos, contra 405,0 do Uruguai, uma diferença de 18,1 pontos.

Na Leitura, a pontuação paranaense foi de 458,0, enquanto o Chile registrou 436,0, diferença de 22 pontos. Em problemas com ferramentas computacionais, o Paraná alcançou 467 pontos, um ponto acima dos 466 pontos obtidos pelo Chile.

Participação e novos domínios

O Pisa avalia estudantes de 15 anos. A edição de 2025 foi o nono ciclo da avaliação, coordenada pela OCDE desde 2000 e realizada normalmente em ciclos de três anos. Mais de 760 mil estudantes de 91 países e economias participaram, representando aproximadamente 33 milhões de jovens dessa idade.

No Brasil, 36.319 estudantes de 1.064 escolas formaram a amostra, distribuída pelos 26 estados e pelo Distrito Federal. No Paraná, cerca de 1,1 mil estudantes de 30 colégios estaduais participaram. A seleção das escolas e dos estudantes seguiu procedimentos estatísticos e padrões internacionais, sob coordenação do Inep e controle de qualidade da OCDE.

Além das provas, estudantes e diretores responderam a questionários sobre ambiente escolar, apoio de professores e familiares, recursos disponíveis, atitudes diante da aprendizagem e práticas de organização das escolas.

Ciências foi o domínio principal da edição de 2025 e concentrou o maior número de questões. A área examinou a capacidade de interpretar dados, avaliar investigações, analisar evidências e utilizar informações científicas na tomada de decisões. Leitura envolveu compreensão, interpretação e avaliação de textos; Matemática verificou a aplicação de conhecimentos para formular, empregar e interpretar soluções para problemas.

O Pisa 2025 também incluiu o domínio Aprendizagem no Mundo Digital. Uma de suas competências, Problemas Computacionais, terá os resultados divulgados em setembro de 2026. A outra, Aprendizagem Autorregulada, trata do acompanhamento e do controle de processos cognitivos, metacognitivos, comportamentais, motivacionais e afetivos durante a aprendizagem; suas análises serão apresentadas em 2027.

A edição ainda reuniu informações sobre o uso de ferramentas de inteligência artificial em atividades escolares. Os questionários permitem analisar frequência de uso e relações com desempenho, curiosidade, perseverança e aprendizagem autônoma. Para a edição de 2029, a OCDE prevê a introdução do domínio Alfabetização Midiática e em Inteligência Artificial, identificado pela sigla MAIL, em inglês.

Texto produzido pela Redação Olhar Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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