Uberlândia, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Mendonça ordena remoção de posts que associam Bolsonaro a Nossa Senhora Aparecida

Decisão do ministro do STF e do TSE alcança publicações com menções à Padroeira do Brasil e prevê ação preventiva das plataformas.

Mendonça censura 2.800 publicações com menções à Nossa Senhora Aparecida
Foto: Reprodução/X

André Mendonça, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou a remoção de milhares de publicações que associam Flávio Bolsonaro e sua família à proposta de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. A medida foi tomada a pedido do candidato.

O pedido inicial apresentado pela campanha de Flávio Bolsonaro incluía 1,6 mil postagens. Depois, os advogados solicitaram a retirada de outras 1,2 mil. Mendonça determinou que a exclusão alcançasse também conteúdos com o mesmo teor, inclusive publicações que mencionavam apenas a padroeira, sem citar os Bolsonaros ou aliados.

Flávio afirmou que o conteúdo é “sabidamente falso”. A decisão foi proferida em 60 minutos e acolheu a lista de links encaminhada pela campanha. O levantamento das publicações foi realizado pelo site Nossa Senhora da Censura, que informou ter analisado individualmente os posts relacionados no processo.

Além da retirada dos conteúdos, a ordem determina que X, Facebook, Instagram, TikTok e YouTube atuem preventivamente contra novas publicações que reproduzam a mesma narrativa. As plataformas não precisariam de uma nova ordem judicial para cada postagem.

A determinação amplia uma decisão anterior no processo movido por Flávio Bolsonaro contra o humorista Antonio Tabet. O caso teve origem em uma publicação que mencionava um ataque da “família miliciana” contra Nossa Senhora Aparecida. A campanha interpretou a expressão como referência ao grupo político dos Bolsonaro e voltou ao tribunal alegando que o conteúdo continuava a circular em diferentes redes sociais.

Tabet afirmou que a publicação apenas dizia, acompanhada de uma imagem da padroeira, que “A família miliciana odeia tanto mulher preta, que resolveu atacar Nossa Senhora Aparecida!”. Em sua defesa, o humorista declarou que o reconhecimento imediato da descrição pelo representante não deveria servir como base jurídica para a remoção do conteúdo.

Texto produzido pela Redação Olhar Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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