Uberlândia, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Brasil

Representação acusa Flávio Bolsonaro de usar igreja para promoção eleitoral

Movimento Brasil Laico pede inelegibilidade do senador e do pastor José Wellington, além de multa à CGADB.

Flávio Bolsonaro é denunciado por propaganda eleitoral antecipada em igreja evangélica
Foto: Reprodução/Redes Sociais

O Movimento Brasil Laico denunciou o senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) à Procuradoria Regional Eleitoral de São Paulo por propaganda eleitoral antecipada em uma igreja evangélica. A representação também inclui o pastor José Wellington Bezerra da Costa e a Convenção Geral das Assembleias de Deus do Brasil (CGADB).

O episódio ocorreu na Assembleia de Deus – Ministério do Belém, em São Paulo, na segunda-feira (6). Flávio publicou nas redes sociais um vídeo em que aparece ajoelhado e recebendo uma oração do bispo José Wellington diante de ao menos 40 pastores. Depois, discursou no palco da igreja.

Durante a oração, o pastor fez referência ao futuro político do senador: “Que o Senhor o leve para ser presidente da nossa nação. Que ele tenha graça e nasça do céu”. Para o Movimento Brasil Laico, a participação de Flávio no templo, com acesso ao altar e ao microfone, caracterizou a utilização do espaço religioso para finalidade eleitoral.

Pedido de inelegibilidade

A entidade sustenta que templos são bens de uso comum e que a cessão de sua estrutura a um pré-candidato configura propaganda eleitoral antecipada e doação estimável em dinheiro por uma organização religiosa. A representação afirma que a expressão usada na oração indica uma manifestação em nome da entidade e de seus fiéis, não apenas uma declaração pessoal do líder religioso.

O pedido apresentado nesta terça-feira (7) requer a inelegibilidade de Flávio Bolsonaro e José Wellington Bezerra da Costa por oito anos. O movimento também solicita a aplicação da multa máxima à CGADB e ao pré-candidato.

A denúncia afirma que o caso integra um padrão recorrente de uso político de templos evangélicos. Como exemplo, menciona uma representação anterior da mesma associação contra a Assembleia de Deus Brás e o deputado Eduardo da Fonte (PP-PE).

Campanha por eleições laicas

A iniciativa faz parte da campanha “eleições laicas”, criada pela Resolução 02/2026, de 22 de março de 2026, da Diretoria Executiva do Movimento Brasil Laico. A entidade diz que a fiscalização de propaganda eleitoral em templos é necessária para proteger a laicidade do Estado e impedir a transformação desses espaços em “currais eleitorais”.

Texto produzido pela Redação Olhar Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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