Uberlândia, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Delator relata sete repasses ao fundo ligado ao filme sobre Jair Bolsonaro

Antonio Carlos Freixo Júnior afirmou à PGR que transferiu US$ 12,3 milhões para o Havengate, a pedido de Daniel Vorcaro.

Dark Horse: Delator confirma 7 pagamentos para fundo de advogado de Eduardo Bolsonaro, diz jornal
Foto: Lula Marques/Agência Brasil

O operador financeiro Antonio Carlos Freixo Júnior, conhecido como “Mineiro”, declarou à Procuradoria-Geral da República (PGR) ter realizado sete transferências, no total de US$ 12,3 milhões, para o fundo Havengate. Segundo o acordo de colaboração, os pagamentos foram feitos a pedido do banqueiro Daniel Vorcaro.

Com sede nos Estados Unidos, o Havengate é administrado pelo advogado de imigração Paulo Calixto, que é próximo de Eduardo Bolsonaro (PL-SP). O fundo custeou “Dark Horse”, produção cinematográfica sobre a trajetória política de Jair Bolsonaro, com lançamento previsto para depois das eleições deste ano.

Os repasses foram feitos entre fevereiro e setembro de 2025. Entre eles está uma transferência de US$ 1,66 milhão, equivalente a cerca de R$ 9 milhões à época. A Polícia Federal e a PGR apuram se, além das despesas do filme, uma parcela dos recursos foi usada para manter Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. O ex-deputado se mudou para o Texas em fevereiro de 2025 e afirmou ter deixado o Brasil por causa de perseguição política.

Em depoimento, Mineiro também contou que entregou dinheiro em espécie, inclusive transportado em malas, a pessoas indicadas por Vorcaro. Ele disse não saber para que os valores foram destinados.

A defesa do operador esteve prevista para ir, nesta terça-feira (8), às 14h, ao gabinete do ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF). A reunião deve tratar da voluntariedade, da regularidade e da legalidade da colaboração, antes da análise sobre a homologação do acordo.

Custos e investigação sobre o filme

“Dark Horse” também passou a ser associado a uma crise na campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) depois que mensagens divulgadas pelo Intercept Brasil mostraram o senador cobrando dinheiro de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, supostamente para bancar a produção.

Uma perícia privada contratada pela Go Up Entertainment calculou o custo do filme em US$ 13,39 milhões, ou R$ 75,18 milhões na cotação adotada pelo perito Anísio Costa Castelo Branco. O levantamento estima que 72% das despesas ocorreram nos Estados Unidos e 28% no Brasil. Das cinco fases do projeto, somente as filmagens foram feitas em território brasileiro.

O documento registrou US$ 2,69 milhões na etapa inicial, chamada de “soft production”, US$ 2,66 milhões na pré-produção, US$ 1,97 milhão na produção, US$ 1,96 milhão na pós-produção e US$ 383,2 mil no desenvolvimento.

A PF pediu à Go Up, no mês passado, informações sobre aspectos financeiros, contratuais e operacionais do projeto. A produtora enviou as respostas na última sexta-feira (4). A empresa nunca lançou um filme nos cinemas brasileiros.

Texto produzido pela Redação Olhar Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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