PINHÃO — A Copel mantém uma operação preventiva na Usina Hidrelétrica Governador Bento Munhoz da Rocha Netto, conhecida como Foz do Areia, diante das chuvas intensas registradas na região. A empresa também acompanha de forma permanente as condições hidrológicas da bacia do Rio Iguaçu.
A usina opera em coordenação com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e segue os critérios de segurança definidos para a gestão dos reservatórios. Atualmente, funciona em regime de fio d’água: toda a vazão que chega ao reservatório é liberada na mesma proporção para jusante, no sentido rio abaixo.
Estratégia de rebaixamento
Desde julho, a Copel mantém as comportas abertas e realiza o rebaixamento preventivo do reservatório. Segundo a empresa, a medida cria uma margem adicional de segurança para períodos de chuvas mais intensas e contribui para o controle das vazões ao longo da bacia do Rio Iguaçu.
A previsão para os próximos dias é que o reservatório receba, em média, 2,75 milhões de litros de água por segundo. O nível de armazenamento está em 88%, e a estratégia adotada é reduzi-lo ainda mais. Para isso, a usina deverá liberar, em média, 3 milhões de litros de água por segundo, considerando a vazão que passa pelas turbinas para a geração de energia elétrica e aquela liberada pelo vertedouro.
Na região de União da Vitória, as cheias associadas às chuvas costumam ocorrer de maneira gradual. A elevação dos níveis do rio é lenta, assim como a redução após o fim das precipitações. A Copel mantém contato com os órgãos de Defesa Civil e com outras instituições responsáveis pelo acompanhamento da situação.
A empresa afirma que as decisões sobre a operação dos reservatórios são tomadas com base em critérios técnicos e de segurança, em conjunto com o ONS. O objetivo é conciliar a segurança das estruturas, o atendimento ao sistema elétrico e as condições hidrológicas da bacia.


