Augusto Cury, candidato à Presidência pelo Avante, foi o nome que mais avançou na semana entre os concorrentes de menor expressão. Ele se afastou desse grupo e passou a ocupar sozinho o terceiro lugar nas pesquisas eleitorais.
No Supremo Tribunal Federal, o ministro Alexandre de Moraes enfrentou o movimento oposto. Diálogos revelados pela Polícia Federal expuseram sua relação de proximidade com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A divulgação colocou Moraes no centro da crise que seguirá concentrando as atenções em torno da corte.
Entre os próximos desdobramentos está a possibilidade de Edson Fachin levar ao plenário do STF os pedidos de investigação que envolvem Moraes e André Mendonça. A eventual análise dos requerimentos pelos ministros deve manter a crise institucional como um dos principais focos do debate público.
Também estão previstos atos de 7 de setembro, com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de candidatos. A presença de nomes que disputam a Presidência acrescentará uma dimensão eleitoral à agenda da semana, enquanto o tribunal continuará sob pressão devido aos pedidos de investigação e às revelações atribuídas a diálogos obtidos pela Polícia Federal.
O contraste entre os dois movimentos resume o momento: Cury ganhou posição na corrida presidencial, enquanto Moraes passou a lidar com a exposição de sua relação com Vorcaro e com a possibilidade de novas discussões no plenário do Supremo.


