A confirmação de Cleitinho Azevedo (Republicanos) como candidato ao Governo de Minas Gerais foi acompanhada por críticas nas redes sociais. Levantamento da Vox Radar identificou que 39,5% dos comentários publicados no Instagram expressavam rejeição ao vaivém que marcou a definição do nome do senador.
A análise considerou 318,4 mil comentários em 342 publicações sobre Cleitinho, entre 28 de julho, quando uma pesquisa Quaest o apontou na liderança das intenções de voto, e a manhã de sábado (8), horas depois de o Republicanos confirmar sua candidatura.
Uma sequência de recuos e retomadas
Entre 28 de julho e 2 de agosto, período classificado como de hesitação na confirmação da chapa, 27,2% dos comentários eram contrários ao senador e 13% favoráveis. Outros 40% não apresentavam posição clara ou foram considerados neutros.
Naquele intervalo, o partido informou que a candidatura estava vetada. No mesmo dia, Cleitinho convocou uma coletiva em Divinópolis para reafirmar sua pré-candidatura e contestar a decisão da legenda.
Em 3 de agosto, depois de gravar um vídeo em que desistia da disputa ao lado de Marcos Pereira, presidente nacional do Republicanos, 40,5% dos comentários analisados foram críticos. O senador atribuiu sua postura ao luto pela morte do irmão, ocorrida semanas antes. A pesquisa registrou 4,3% de manifestações solidárias e 55,2% de comentários neutros.
No dia seguinte, Cleitinho participou da convenção nacional do Republicanos e voltou a pedir autorização para disputar o cargo. A movimentação recebeu críticas de 40,6% dos comentários, com referências à desistência seguida de nova tentativa e uso de emojis de risadas e palhaços. O apoio ficou em 7,3%, enquanto 52,1% das manifestações foram neutras.
Confirmação da chapa
Na sexta-feira (8), Cleitinho e o partido confirmaram a candidatura ao Palácio Tiradentes. A chapa será pura e terá como candidato a vice-governador Luis Eduardo Falcão, ex-prefeito de Patos de Minas e ex-presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM).
Mesmo após a confirmação, 39,5% dos comentários permaneceram críticos. O apoio, porém, chegou a 25,2%, com mensagens que projetavam uma vitória expressiva e chamavam Cleitinho de governador. Os comentários neutros representaram 35,3%.
Em coletiva de imprensa, o senador negou que as mudanças possam provocar insegurança no eleitor mineiro e afirmou que “voltou mais forte” para a disputa. Cleitinho também disse que retomou a candidatura por considerar necessário explicar suas decisões com humildade, inclusive quando precisar voltar atrás.


