Uberlândia, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Veto à CNN leva redes americanas a interromper rodízio de imagens presidenciais

ABC, CBS, CNN, Fox e NBC suspendem a produção conjunta, enquanto três organizações recorrem à Justiça contra o governo.

Veto à CNN leva redes americanas a interromper rodízio de imagens presidenciais
Foto: Patrick B. Ruddy/Casa Branca

A decisão da Casa Branca de impedir a CNN de acompanhar a viagem de Donald Trump a Nova York para a Assembleia Geral da ONU provocou uma reação conjunta das principais redes de televisão dos Estados Unidos. Nesta segunda-feira, 21, ABC, CBS, CNN, Fox e NBC interromperam a produção compartilhada de imagens dos compromissos públicos do presidente.

A medida ocorreu no mesmo dia em que CNN, MS NOW e Politico acionaram a Justiça contra o governo. As organizações pediram à Corte Distrital dos EUA para o Distrito de Columbia a suspensão temporária do veto, até que o caso seja analisado.

Como funciona o sistema

As cinco emissoras participam há anos de um sistema chamado pool, no qual se revezam na gravação dos eventos presidenciais e dividem os custos. A emissora responsável pela escala de cada dia distribui as imagens às demais.

A interrupção foi comunicada por Bryan Boughton, chefe da sucursal da Fox News em Washington e presidente interino do consórcio. De acordo com ele, a CNN não teria substituto na escala. As outras atividades previstas no sistema continuariam normalmente.

Em nota conjunta, as emissoras afirmaram: “O público tem um interesse vital em receber informações precisas e independentes sobre seu governo. Nenhuma administração deve restringir uma organização de notícias por discordar de suas reportagens”.

A produção televisiva compartilhada deixou de acompanhar os compromissos de Trump, que continuam sendo cobertos pela imprensa escrita, por emissoras de rádio, por agências de notícias e por fotógrafos.

Veto anunciado por Trump

Trump anunciou a restrição na sexta-feira, 18, sem aviso prévio. Na ocasião, disse estar cansado das que chamou de “notícias propositalmente negativas” e afirmou que os meios de comunicação não deveriam publicar ou transmitir constantemente o que classificou como ficção e mentiras sobre a Presidência dos Estados Unidos.

O presidente também declarou que outros veículos poderiam enfrentar medida semelhante, sem especificar quais. No sábado, 19 de setembro, repórteres dos três veículos que ingressaram na Justiça tiveram os crachás confiscados ao chegar ao complexo da Casa Branca.

Nesta segunda-feira, Trump voltou a defender o veto em uma publicação na Truth Social. “A Casa Branca não está promovendo um ataque à imprensa livre, algo que eu valorizo. Está promovendo um ataque às FAKE NEWS”, escreveu. Ele classificou a cobertura como uma ameaça à segurança nacional e afirmou que ela deveria ser interrompida.

Trump declarou ainda, citando supostos estudos sobre a imprensa, que seu governo recebe uma cobertura negativa próxima de 100%, mas não apresentou mais detalhes.

Contestação judicial

Na ação, CNN, MS NOW e Politico sustentam que a Constituição e a Primeira Emenda impedem o governo de retirar direitos da imprensa por insatisfação com o conteúdo de sua cobertura. As organizações afirmam que não receberam aviso prévio e pedem proteção ao princípio de que o governo não deve decidir o que a imprensa informa ou publica.

As três entidades disseram que, sem contestação, o caso ameaça a liberdade de imprensa e o direito do público a um jornalismo independente e livre de interferência governamental.

Texto produzido pela Redação Olhar Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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