Uberlândia, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Stari Most incorpora pedras resgatadas do Neretva após reconstrução em Mostar

Reconstruída com técnicas otomanas, a ponte teve cerca de 30% de seus blocos originais recuperados no leito do rio.

Stari Most incorpora pedras resgatadas do Neretva após reconstrução em Mostar

A reconstrução da Stari Most devolveu a Mostar uma ponte que reúne materiais sobreviventes, técnicas otomanas e documentação histórica. Cerca de 30% das pedras empregadas na estrutura refeita são blocos originais retirados do leito do rio Neretva, onde permaneceram desde a destruição da ponte durante a guerra croata-bosníaca.

A obra, supervisionada pela Unesco, começou em 2001 e foi concluída em 2004. O projeto buscou reproduzir o desenho e o método construtivo da ponte erguida no século 16, com o uso da pedra calcária Tenelija, extraída da pedreira original, e de técnicas de construção a seco empregadas pelos otomanos.

A recuperação exigiu especialistas capazes de refazer trabalhos de cantaria que estavam praticamente em desuso na construção civil contemporânea. O objetivo era ir além de uma réplica visual: a nova estrutura deveria preservar o procedimento de construção usado na ponte original.

Uma ponte ligada à expansão otomana

A Stari Most foi encomendada pelo sultão Solimão, o Magnífico, para substituir uma passagem suspensa de madeira considerada instável diante do movimento que Mostar recebia. O projeto ficou sob responsabilidade de Mimar Hajrudin, discípulo do arquiteto otomano Mimar Sinan.

A construção em pedra levou cerca de nove anos e terminou em 1566. A ponte se tornou uma referência da arquitetura islâmica nos Bálcãs e permaneceu de pé por 427 anos. Em 9 de novembro de 1993, forças croatas a destruíram durante o conflito. A queda foi registrada e transmitida ao vivo internacionalmente, tornando-se uma das imagens mais reconhecidas da destruição cultural na guerra da antiga Iugoslávia.

Patrimônio além da estrutura

O reconhecimento da Unesco alcança também a área da Ponte Velha na cidade antiga de Mostar, inscrita como Patrimônio Mundial em 2005. O conjunto reúne influências otomanas, mediterrâneas e europeias acumuladas ao longo de séculos.

Assim, a reconstrução envolve tanto a forma da ponte quanto o tecido urbano ao redor. A presença de pedras recuperadas do Neretva mantém uma ligação material com a estrutura destruída, enquanto a repetição das técnicas originais preserva o vínculo com a engenharia otomana que definiu a construção concluída em 1566.

Texto produzido pela Redação Olhar Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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