Uberlândia, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Sana’a combina casas-torre, técnicas de terra e proteção contra a chuva

Na capital iemenita, edifícios de até nove andares preservam soluções construtivas aperfeiçoadas ao longo de gerações.

Sana’a combina casas-torre, técnicas de terra e proteção contra a chuva

SANA’A — Faixas de gesso branco em torno das janelas ajudam a proteger os tijolos de barro contra a erosão provocada pela chuva. Em Sana’a, esse recurso combina função estrutural e acabamento geométrico nas fachadas de milhares de casas-torre preservadas na cidade antiga.

A capital está em um vale montanhoso, a cerca de 2.200 metros de altitude, e é habitada continuamente há mais de 2.500 anos. Seu status oficial é documentado desde o século 2 a.C., quando o local funcionava como posto avançado de antigos reinos iemenitas. A ocupação prolongada fez de Sana’a uma das cidades habitadas mais antigas da Península Arábica.

Uma arquitetura organizada pela altura

As residências tradicionais podem alcançar nove andares, uma dimensão incomum para construções feitas com terra. A distribuição dos materiais acompanha o peso que cada parte da edificação precisa suportar: os níveis inferiores costumam ser erguidos em pedra, enquanto os andares superiores utilizam tijolo, mais leve.

Essa combinação reduz a carga sobre a base e permite que as casas se mantenham estáveis com técnicas tradicionais. O conhecimento empregado nessas construções foi desenvolvido e aperfeiçoado por gerações de construtores, em adaptação às condições do planalto iemenita e às características dos materiais disponíveis na região.

As fachadas são marcadas por padrões geométricos feitos com tijolos cozidos e gesso branco. As claraboias podem receber alabastro ou vidro colorido, elementos que reforçam a aparência característica das casas-torre. Nas áreas mais expostas, as faixas de gesso cumprem uma função prática ao resguardar os tijolos de barro da ação da água da chuva.

Reconhecimento internacional

A cidade antiga de Sana’a foi declarada Patrimônio Mundial pela Unesco em 1988. Em 1995, recebeu o Prêmio Aga Khan de Arquitetura. Os reconhecimentos estão associados à preservação de uma arquitetura tradicional em terra que reúne construções verticais, uso diferenciado de pedra e tijolo e ornamentação em gesso branco.

O conjunto urbano registra técnicas construtivas elaboradas ao longo de múltiplas gerações. A relação entre materiais, altura e proteção das fachadas tornou Sana’a uma referência para o estudo da arquitetura vernacular em terra em condições de montanha.

Texto produzido pela Redação Olhar Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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