Uberlândia, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Relógios infantis na China combinam localização, mensagens e disputa por popularidade

Dispositivos criados para limitar o acesso digital das crianças passaram a oferecer interação social, pontos e curtidas.

Relógios infantis na China combinam localização, mensagens e disputa por popularidade

Na China, relógios inteligentes infantis passaram a reunir funções de localização, comunicação e interação entre crianças. O dispositivo foi adotado por responsáveis que querem acompanhar os filhos sem entregar a eles o conjunto de recursos de um smartphone.

Estima-se que uma em cada três crianças chinesas entre 5 e 12 anos use um desses aparelhos. A Xiaotiancai lidera esse mercado. A empresa é conhecida como Little Genius na China e comercializada como Imoo em outros países.

A marca responde por cerca de 48% do mercado chinês de relógios infantis e por aproximadamente 7% do mercado total de smartwatches. Os modelos custam entre 100 e 300 euros.

Controle sem acesso completo

Os relógios permitem que os responsáveis saibam onde a criança está e mantenham contato com ela. Também há recursos para restringir aplicativos e contatos, numa tentativa de oferecer comunicação e localização sem liberar todas as possibilidades de um celular.

Essa combinação atrai especialmente os chamados pais helicópteros, interessados em acompanhar de perto a rotina dos filhos. A proposta, porém, não se limita ao monitoramento.

Quando o relógio vira espaço de convivência

A Imoo criou uma plataforma própria que combina características de aplicativo de mensagens e rede social. Por meio dela, as crianças podem conversar, publicar fotos, interagir com amigos e acumular pontos.

Com isso, o relógio deixou de funcionar apenas como instrumento de segurança e passou também a ocupar um lugar nas relações entre os pequenos. O uso do aparelho se associa a práticas de interação e pertencimento, além do contato com os responsáveis.

Pontos, curtidas e restrições

Alguns modelos recompensam ações como entrar diariamente no aplicativo, adicionar amigos e caminhar. A pontuação pode ampliar o limite de curtidas recebidas, criando uma dinâmica de competição por popularidade.

Essa característica gerou críticas na China, e alguns colégios chegaram a proibir os aparelhos. A alternativa concebida para limitar a exposição das crianças às funções de um smartphone passou a incorporar mecanismos associados às redes sociais.

Texto produzido pela Redação Olhar Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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