Uberlândia, Sexta-feira, 2 de outubro de 2026
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Custo da prisão Renacer sobe 57,6% enquanto obra segue sem data oficial de abertura

Unidade no Magdalena atingiu 88% de avanço, mas ainda depende de ajustes na infraestrutura e na via de acesso.

O custo da mega-prisão Renacer aumentou 57,6% depois de três adições contratuais, enquanto a obra permanece sem uma data oficial de abertura. O empreendimento, localizado em Sabanas de San Ángel, no Magdalena, deveria ter sido concluído em setembro de 2022 e acumula 49 meses de atraso.

O contrato inicial foi assinado em dezembro de 2019 por 183,63 bilhões de pesos colombianos. Documentos encaminhados pela Unidade de Serviços Penitenciários e Carcerários (Uspec) à Corte Constitucional também apontaram a necessidade de aproximadamente 43 bilhões de pesos adicionais para concluir a dotação e integrar a unidade à operação penitenciária.

Alterações e interrupções

A construção chegou a cerca de 28% de avanço antes de ser suspensa. Segundo o representante do Consórcio Fundación 2020, responsável pelo empreendimento, a paralisação durou aproximadamente 14 meses, em meio a dificuldades para receber os desembolsos previstos.

O projeto também precisou ser revisado durante a execução. Alterações nos estudos e desenhos entregues originalmente pela Uspec levaram à adoção de novos procedimentos relativos ao abastecimento de água, às licenças ambientais e à consulta prévia. O representante do consórcio afirmou ainda que algumas mudanças foram exigidas depois da contratação, entre elas a inclusão de espaços destinados a oficinas de ressocialização.

A pandemia agravou o cronograma. Além dos entraves administrativos, financeiros e ambientais, trabalhadores da construção e da fiscalização receberam ameaças. Um ataque foi registrado em relatório encaminhado à Corte Constitucional. A ligação entre o canteiro e a Ruta del Sol também foi apontada como um dos problemas que afetaram o andamento da obra.

Pendências para a operação

A Uspec informou que a prisão alcançou 88% de avanço físico e foi planejada para receber 1.974 pessoas. Apesar de estar na etapa final, ainda há pendências relacionadas à infraestrutura e à via de acesso, pontos considerados necessários antes do início das atividades.

O acompanhamento do empreendimento foi ampliado após questionamentos sobre planejamento, financiamento e execução. A Contraloría identificou problemas na programação e subestimação de custos. Já documentos analisados pela Corte Constitucional apontaram falhas na previsão de riscos ligados à segurança, aos recursos e às licenças.

O representante das empresas contratistas informou que a unidade poderá começar a funcionar no primeiro semestre de 2027. Outras autoridades, porém, disseram que a data oficial de abertura ainda será divulgada.

Texto produzido pela Redação Olhar Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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